Blog do Leonardo Priori

Desventuras insólitas e sei lá...

domingo, janeiro 14, 2018

Organização

Começou a minha aventura de limpar tudo. Organizar tudo que produzo e mantenho de informação. E-mails na conta do gmail e do hotmail já estão com caixas de entrada limpas. Agora faltam várias coisas:
  • HDs externos
  • Computador
  • Sistemas de armazenamento em núvem (dropbox, onedrive, google drive, talvez icloud)
  • Favoritos do browser
  • Cadernos (que vou tentar evitar usar ao máximo, mas tenho que cuidar dos que já existem)
  • Google docs (que acaba fazendo parte do google drive) e similares
  • Google Photos
Mas não é só manter organizado meus arquivos. Tenho que cumprir algumas das "promessas" que fiz. O que é uma forma de dizer que quero ler o que marquei de ler depois, assistir o que deixei para assistir depois, etc. Tenho um monte de filmes aqui que ainda não assisti (uns 80), uns 70 livros que comprei e que não li ainda, livros escritos por amigos que me enviaram, mas não li. Então esta é outra frente. 
  • Ler livros que comprei e não li. Este ano quero ler 50 livros sem comprar nenhum, contudo eu assino um sistema pelo qual recebo um livro por mês. Então já são 12 livros a menos e tem alguns que comprei por último que não sei se contam.
  • Conteúdo produzido por amigos. Teses de mestrado, doutorado e livros de poesias.
  • Assistir filmes pendentes.
  • Artigos na internet que salvei nos favoritos para ler depois (em blogs e sites similares)
  • Fazer cursos Udemy e Curseira (tem pelo menos uns 5 aqui que seria legal fazer bem feito)
Outros planos é alimentar melhor, exercícios regulares e revolucionar o teatro e o cinema. Mas estes temas são para outro momento. Agora estou com a mente na organização pessoal. Aí entra o GTD (que é uma metodologia de organização www.google.com.br/search?q=gtd). 

Tenho que manter um: 
  • inventário de projetos organizado e 
  • lista de ações futuras. 
Além de ter que
  • revistar o sistema inteiro uma vez por semana 
  • usa-lo diariamente. 
  • Não deixar nenhuma tarefa ou pendencia fora do "sistema". 
No mais criticar o sistema e tentar torna-lo compatível com GTD. Já comecei o trabalho e estou traçando algumas diretrizes de coisas que não quero e que quero. Algumas coisas que 

não quero no Google Photos ou nos meus backups:
  • Fotos que recebi por WhatsApp
  • Fotos parecidas (costumo tirar várias fotos do mesmo angulo da mesma coisa para escolher a melhor)
  • Fotos de testes da camera
  • Fotos tiradas para anotar algo que era necessário no momento (foto de um papel ou um mapa)
Não quero nos meus favoritos do browser:
  • Alguma coisa relativa a alguma pesquisa ou estudo que compensa eu refazer do zero depois (ex: pesquisa de preço, qual é um bom processador para um computador, bom servidor, comparativo de apps para alguma coisa, tecnicas de tirar mancha, etc). A não ser que seja algo realmente diferente que eu corro o risco de não conseguir encontrar algo similar depois melhor não manter nos favoritos.
  • Links fora de categoria. Tudo tem que estar em uma pasta. Links devem ter um motivo claro para estarem no favoritos e sua pasta esclarece isso. Podem ser materiais de estudo sobre um assunto que quero continuar estudando depois (sobre teatro, música, filosofia, filmaking, etc), alguma coisa interessante que assistir ou ler depois (livros, filmes, músicas)
  • Links que podem estar melhor localizados em arquivos sobre algum projeto que mantenho no docs.
Não quero no Google Docs:
  • Documentos que apareceram lá porque abrir algo pelo google docs e ele ficou lá (estes devem ir para a lixeira)
  • Documentos fora de pastas. 
  • Documentos com conteúdos redundantes (coisas que mantenho em outro lugar ou em outro documento).
Não quero em HDs ou na núvem:
  • Instaladores de programas (tudo que se precisa se baixa na internet e software se torna antigo rápido)
  • Código (tudo deve estar no github, e códigos antigos tem qualidade muito baixa. Qualquer coisa que desenvolvi a mais de 5 anos consigo fazer hoje rápido e com maior qualidade)
Vídeos, músicas não precisam estar nestes locais. Apesar de terem custo quanto a espaço, não tem custo quanto a organização. Pois não tem complexidade no sentido de deixar a hierarquia da organização complicada. Mas ao mesmo tempo não há muito motivos para manter estas coisas. Então na verdade tanto faz guardar ou não. O que mais gera stress neste sentido é manter coisas que não foram consumidas. Aí se tornam pendencias no estilo dos livros, filmes, textos que falei no início.

Coisas quase inúteis não precisam ser necessariamente removidas. E-mails com piadas bestas ou uma poesia ruim antiga de 5 linhas podem ser mantidas. Desde que não fiquem em local de destaque e que não atrapalhem a organização de tudo. Só removo e-mails que sejam realmente spam, propaganda confirmação de e-mail, notificação de algo que comprei no ifood ou coisas assim. Confirmação de compras, piadas e textos ruins são arquivados normalmente. Só não podem ficar na caixa de entrada ou implicarem em pastas pequenas. Quanto a pasta pequena quero dizer o seguinte: uma pasta pode ter 3 e-mails ou textos se ela estiver dentro de outra pasta. O que deve ser evitada são pastas primeiras. Um excesso destas pastas deixa o sistema complexo.

Vou atualizar estes parâmetros assim que vou aprendendo durante eu organizo. 

quinta-feira, novembro 23, 2017

Esta energia de insatisfação pelo corpo! Este estresse! A tensão interna é gigante, sinto como se fosse explodir. O perigo de não conseguir atingir minha meta pessoal e todo o futuro da minha vida em risco. A abstinência do teatro cada dia bate mais forte. Preciso do palco, sem ele minha vida não tem sentido. Preciso encenar ou vou enlouquecer. Existe um mar feroz de estórias e personagens dentro de mim famintos. Enquanto tento manter a postura de pessoa normal eles vão me devorando e me sacudindo por dentro. Sinto os gritos guardados clamando por liberdade. Eu seria um ótimo ator, eu sei disso, mas todos me repetem a todo dia e a toda hora: leve isso em paralelo com seu trabalho. Sem atuar eu enlouqueço. Eu nasci para ser preenchido pela loucura.

domingo, outubro 15, 2017

Signos

Normalmente espero de um humorista que ele seja cético. E olhando para Monty Python e caras como Rick Gervais, Gorge Carlin, Woody Allen me parece que quanto mais ateu melhor.

Só conheço Andy Kayfman pelo filme com o Jim Carrey, mas ele me pareceu ter sido um artista incrível. Fico confuso com o fim da vida dele ao ver que no fim da vida desesperado pela doença ele tenha caído em golpes realizados por pessoas que se alegavam médiuns capazes de cura-lo.

Nos atores e artistas do teatro em geral que conheço tenho visto grandes paixões por signos do zodíaco. O que é muito estranho e me dói ver. Aceito mais fácil o apego por religiões orientas. Porque é possível meditar e aderir aos exercícios físicos orientais sem ter que aceitar as superstições que caminham juntas e a maior parte do tempo me parecia que era isso que acontecia.

Sobre signos me lembro de um dia em especial que ocorreu um fato interessante. Uma pessoa alegando que se a lua muda a maré os planetas podem também ter alguma influencia na personalidade das pessoas de acordo com o dia em que elas nascem. Aliás acho que já vi argumento similar várias vezes durante minha vida. Bem... Ele não está totalmente errado pela afirmação por si só. Por mais absurdo que a crença real nisso possa ser isso pode ser o começo da formulação de hipótese para explicar um fenômeno. O problema está na busca em explicar um fenômeno que não há evidencia de que aconteça. Ou seja, não há nada de cientifico aí. Na verdade é uma caricatura do que seria científico. A ciência não é derivada do materialismo, o materialismo é consequência da ciência e não o princípio dela. O importante é se chegar a verdades testáveis, repetíveis e se chegar a uma interpretação que não seja pessoal, mas algo que qualquer um concordaria se medisse por si só e tentasse compreender por si só. Ou seja, uma ciência que validasse os signos deveria começar por medições e estatísticas que comprovassem a ligação estre as personalidades esperadas e as encontradas nas pessoas. Uma analise que cruze os signos e os comportamentos das pessoas. Melhor ainda seria verificar estes cruzamentos acontecendo em pessoas que não são apegadas aos signos e mal sabem que o que cada signo é.

Ah... cansei...

Por que estou falando disso? Estou irritado. Boa noite!
Duas coisas que aprendi serem muito importantes no teatro e no ofício do ator. Primeiro: desmistificar o teatro. Tornar o teatro literal, concreto e real. Segunda coisa: alinhar os chacras.

segunda-feira, agosto 14, 2017

Tanta ambição e tanto tempo pela frente. Impaciente meu corpo pergunta: e aí? Comer e ficar ao computador ou arder em hábitos nobres? Drogas não me apetecem mais. E uma fogueira forte no meu peito clama minha atenção e me cansa, e me angustia. O que fazer? O que me diverte? Estou mais alegre do que sempre e ao mesmo tempo sinto essa vontade de chorar. A depressão deixa saudade. Desejo de berrar até meu peito abrir e as ondas dor mar deitarem todos os edifícios. Enquanto estou acordado um monstro dentro de mim dorme e eu sinto o seu pesadelo. Como um alto espírito a meditar transportado para um vasto mundo escuro assisto o pulsar do existir berrando: Vá para o mundo! Vá para o mundo! Se gaste, até o fim! Mas é tanta energia para se gastar que... Não sinto vergonha mais. Sinto que sou fraco, comparado ao quanto sou forte. Estou atravessando o longo deserto. "Calma, ainda te darei a prova do que eu digo" eu falo para mim mesmo... Seja lá o que... Pois bem...

sábado, maio 27, 2017

O post anterior é de setembro. Muito tempo fiquei sem escrever e parece que estou no mesmo astral. É preciso... não sei. Viver não é preciso... Viver não é preciso... Viver não é preciso... Como um delírio, uma doença de Fernando Pessoa. A frase se repete em um eco profundo... a frase continuou e continuou e parece que ela é mais forte que qualquer poeta. Um vírus, um meme maldito, um organismo abstrato caminhando pelos séculos. Viver não é preciso... Não falo sobre a morte. O que é a morte? Pior que morrer é não navegar... Não sei navegar... Ninguém sabe, talvez é disso que se trata. Os marinheiros são loucos que se atrevem a desafiar Poseidon. E de mais longe os resquícios de um espírito velho repete "Navigare necesse, vivere non est necesse."... A brisa pelas ruas da noite fala. O reverberar das paredes do meu crânio oco em silêncio repete. Em uma caminhada longa e segura eles vêm até mim. Em uma grande procissão. A frase caminha. Sussurrada por espíritos. Navegar é preciso, viver não é preciso. Não aceitarei este destino... Estou possuído de uma antiga estética... Ao olha-la de frente no espelho me espanto com seus olhos vivos, uma atitude forte e de vigor juvenil, uma sabedoria de avô a brincar com o neto... Que efeito bom é este do gênio em meu corpo. Como senti falta disso. Te amo, gênio! Sinta se em casa em minha mente. Tive uma boa medida de experiências, vi muitas coisas e pouco a pouco estou aprendendo a respeitar. Seja bem vindo. É um grande orgulho te encontrar novamente.

domingo, setembro 11, 2016

Voltar

Tenho me calado. Tenho perdido aos poucos o desejo de me expressar. Cansei de ofender e tenho perdido a esperança de ser bem compreendido.

Ainda mais nesta época de bipolaridade política. Sempre andei com os sonhadores e errantes, mas hoje eles me vêm como o conservador da direita. Em contrapartida sou chamado de esquerda por toda a direita. Me sinto isolado. Não isolado no centro. Não chamaria de centro isto.

Em vários sentidos tenho um coração anarquista, às vezes até socialista. Mas sou poeta demais... Às vezes me sinto um sínico. Outras vezes me parece que todos estão sendo muito arrogantes e prepotentes na confiança de suas opiniões.. Talvez eu esteja errado...

Como as pessoas conseguem levar tão a sério signo do Zodíaco? Como conversar seriamente com essas pessoas?

Eu não gostava da solidão, mas quando eu era aquele ateu isolado havia um certo conforto. Agora parece que tem gente demais. Todas falando ao mesmo tempo e nenhuma delas se parecem comigo. E ou não há muito a ser dito ou é necessário uma empolgação violenta para interromper e pedir a chance de falar. Mas se falar ninguém vai ouvir. Falar parece um erro.

Talvez seja um erro falar em voz alta, mas ainda possa ser divertido escrever. Por isso estou tentando agora, apesar da dificuldade. Não sei se é o trabalho... Queria ser um artista ateu programador ou um artista cientista... Mas parece não existir muitos assim. Ou se é cientista ou artista ou trabalhador.

Queria dizer mais. Mas desisto. É melhor ser vago assim e curto assim.

Sou chamado de louco desde pequeno. Sei que tenho um humor estranho, mas o efeito que queria causar nos outros nunca foi o de ser um louco. Eu me sinto ofendido. Não digo que eu não tenha culpa. Mas ser ofendido diariamente sendo chamado de louco garanto é bastante desconfortável.

Às vezes me olham como se minha maior característica fosse a de ser homem branco de classe média. Outras vezes simplesmente um louco. Como se todas as loucuras fossem iguais. Me confundem com outros "loucos" que simplesmente não pensam parecido comigo. A loucura não é algo tão específico e louco de verdade nunca fui. Tive meus dias ruins, que era visível no meu rosto a aflição. Mas nunca fui louco. Nunca tive alucinação, nunca conversei sozinho, nunca ouvi vozes. Minha loucura é me divertir e me amedrontar com problemas existenciais, me perguntar como podemos permitir a fome enquanto discutimos questões políticas menores, é dizer que talvez a morte é o fim, que um problema maior que a igreja é o não raciocinar logicamente. Louco pode ser esse meu jeito desorganizado de falar. Mas penso muito organizado e penso da mesma forma a muito tempo.

Tudo bem, pronto. Escrevi um pouco... Outro dia escrevo mais.