Desventuras insólitas e sei lá...

sábado, dezembro 27, 2008

Filmes

Tenho assistido muitos filmes, e vou falar sobre eles aqui, vou falar mal deles. São muitos filmes, não sei por onde começar! Falerei de alguns dos últimos que assisti.

Vi Cão Sem Dono, gostei muito, filme brasileiro, sobre a vida errante de um jovem poeta maldito. Porra, odeio concorrência! Tenho visto muito Woody Allen, os antigos são muito bons e os do meio e os novos, indico todos (ou quase todos, Os Vigaristas, Dirigindo no Escuro são mais bestas), indico o Husbands and Wives (Maridos e Esposas). Vi Persepólis, gostei muito também, Les Invasions Barbares, bom também, mas vamos parar de falar só de coisas boas e vamos começar a falar de coisas ruins também. How to Lose Friends and Alienate People (Como Perder Amigos e Alienar Pessoas) é ruim, o personagem principal é bom, mas não há história. O final é totalmente brochante, a aparição do pai filósofo foi um artifício cafajeste para mostrar que o personagem principal era um cara inteligente. Vi Jumper, é bom, é filme de super heroi, filme pipoca, mas é legal. Assisti um tal de Idioterne (Os Idiotas), esse é ótimo, indico mesmo. We Own the Night (Os Donos da Noite) é fraco, é um filme policial, com gângsteres, o mocinho se tornando policial ficou muito esquisito, mas tudo bem. Before the Devil Knows You're Dead (Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto) é bom, mas às vezes eu sinto que americano não sabe fazer drama direito. Tenho visto alguns Bergman, eu não sei falar sobre esses grandes caras, porra, gostei muito dos filmes, mas não conseguiria avaliá-los ainda, ainda... 007 Quantum of Solace não é grande coisa, é bastante pior que o anterior, um filme de muitas locações e pouca história, algo mais no padrão dos 007. O anterior me deixou meio desconsertado com o James Bond apaixonando e abandonando a vida de agente secreto para ficar com a moça, mesmo assim foi talvez o 007 que mais gostei.

Eagle Eye (Controle Absoluto) é aquele negócio, filme pra quem não entende muito das coisas, é um filme bem produzido. Se você não entende muito das coisas, você vai gostar. O Eagle Eye tem seu lado positivo, o filme tem certo brilho, algum charme, som, imagem, consegue criar uma tensão, mas o filme é no básico ridículo, um super computador quer dominar o mundo, a polícia quer pegar os mocinhos, mas tem uns policiais do bem que ficam desconfiados que os mocinhos não são vilões, super produção que rende milhões. Super produções geralmente funcionam assim, eles tem uma idéia exótica e atraente, como robôs que comem cérebros, um cara que sempre que recebe uma ligação a cobrar é teletransportado para o topo da torre Eiffel, pessoas com o poder de ficar sem cheiro ou qualquer maluquice, até aí legal, o filme tem um tema, o negativo é que para fazer isso render um filme eles apelam para um monte de formulas fáceis, investem muita grana e o filme fica um lixo.

Voltando às minhas críticas! Queime Depois de Ler não foi um filme que me agradou muito, parece que agradou muitos críticos. Vi aqueles desenhos do Batman (Gotham Knight), muito bonitos, bem bolados, é como um Animatrix 2. Tem o último filme do Tarantino, é massa, é aquelas doiduras do Tarantino. American Gangster eu gostei, é do Ridley Scott e acho que vou ver hoje o último filme dele (Rede de Mentiras). Vi também Righteous Kill (As Duas Faces da Lei), é fraco, é besta, tem o Al Pacino, tem o De Niro, mas não tem mais nada, final sem vergonha típico. Depois continuo...

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Feliz Natal!

Blog!
Bem...
Bom dia, boa tarde, boa noite para todos que estão a me ler neste momento, estou começando pela quinta, sexta, quarta vez um novo blog! Eu gostaria que este blog fosse diferente dos outros, que este fosse mais um diário, que seja um blog mais parecido com os blogs comuns. É uma tarefa complicada, o homem mais louco do mundo - não estou exagerando - fazer um blog normal e confessional, sobre o cotidiano, com as minhas opiniões sobre as tragédias domésticas. O Marcelo Camelo está namorando a menina do youtube! Tenho tentando ouvir Bethoven, mas morro de vergonha! Como não se sentir intimidado perto de tal nome? Estas frases até que saíram fácil, talvez eu consiga pegar o ritmo e escrever sempre.

Vejamos...
Se eu ficar sempre usando "bem..." e "vejamos..." o blog vai ficar uma merda! Porra, agora deu vontade de apagar tudo! E eu tenho o defeito e a qualidade de resumir tudo, por isto esta dificuldade no blog. Sou um gênio, sabe?

Ah!!!
É natal. Então é natal, do velho e do novo (aparentemente não é das pessoas da minha idade), pro rico e pro pobre (e eu não sou rico nem pobre). Natal é tempo de estar com a família, blablabla, será que eu dedico algumas linhas àquela depressão e revolta contra o sistema? Acho que devo, sou bom nestas coisas! Eles dizem sempre que Natal não é época de presente (mentira que não combina muito com a realidade e seus embrulhos coloridos, as crianças bem sabem), mas época de lembrar de Cristo, o homem morto na estátua grotesca caprichosa e maníaca das igrejas. Pesquisei na internet e aparentemente não há nada na Bíblia sobre Jesus ter nascido no 25 de dezembro. E, como nós vimos o Zeitgeist (documentário), desde antes de Cristo o 25 de dezembro é uma data comemorativa! Tudo indica que o natal assim como a pascoa não tem muito a ver com Cristo. Contudo o natal é cristão e cristianismo é a maior religião do mundo, um terço do mundo é cristão, graças aos nossos antepassados "civilizadores", "desbravadores" ou mais precisamente: esfomeados, assassinos, escravizadores, também chamados por alguns de inocentes incultos. Então o natal é a maior festa cristã do ano, e a mais esbanjadora, consumista e extravagante de todas as festas. Ser cristão é ser humilde e devorador de bifes, ou sendo mais exato: é rezar de joelhos com a cabeça baixa pedindo perdão e devorar o pernil, o peru, o porco, o peixe, vinho e aquelas malditas farofas com passas. Não que eu tenha nada contra uma boa comilança, na verdade eu adoro, mas ainda acho que este contraste tem culpa pelo relativismo idiota que diz "cada um é cada um". Rezar e casar é prova de que nós ainda somos muito medievais, muito tribais. E quando eu digo nós eu quero dizer vocês, porque eu, iluminista secular que sou, não me engano, ainda que eu me fruste e engorde.