Desventuras insólitas e sei lá...

terça-feira, dezembro 29, 2009

Humor

Humor, torta na cara. Simples. Ou um tombo. Tentarei pensar em uma cena. Dois jovens apaixonados, ele tenta a impressionar, ele é desengonçado e sem sorte, ele está levando uma torta de presente para a namorada, ele toca a campainha da casa, o cachorro late, está chovendo, ele escorrega, leva a torta na cara, ele olha para um lado, olha para a porta e a porta se abre, ele está com a cara coberta de torta. Poderíamos fazer algo mais requintando, algo político, a inflação é um dragão, o Lula é um animal qualquer e outro bicho representando um certo problema, um deles diz "estou chegando", o "estou chegando" passa um leve tom de ridículo que causa humor. Ironia, ironia é algo mais nobre, poderemos falar sobre a queda do ditador cubano em 2004. A queda faz referencia ao tombo literal que o presidente teve em uma cerimônia de formatura, queda que feriu um braço e fraturou ossos do joelho. Humor, poderíamos ter algo mais profundo, nós vamos morrer, ponto final. Uma página com uma frase escrita no centro, um homem velho, ela pega os óculos para ler, está escrito: nós vamos morrer. Nós? Eu me pergunto agora enquanto escrevo este texto, nós seria eu e a folha, o velho e a frase? Falta de sentido, humor, nuvens, teclado, teclo, fedor, o mundo tem alguns problemas. Estou fedendo cigarro, tenho bebido por toda a semana, não sei conversar com mulheres, humor, Leonardo Priori, narcisismo, poesia concreta, humor concretista. Realidade tem alguns problemas, humor, humor...

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Liberdade

É, parece que não consegui manter o fôlego neste blog. O ano está acabando, a década está acabando. Me parece que esta década foi a década da internet. E imagino que as redes sociais vão nas próximas décadas aumentar bastante suas influências em nossas vidas. O interessante será quando isso conseguir interferir na política e nas decisões do estado. Um governo baseado em internet. Os muros que aprisionam o homem vão sofrer transformações, o estado vai ser mais ligado ao povo, mais democrático em certo sentido, mas ainda estes muros serão muros mais fortes, mais resistentes, mais similares ao muro ideal intransponível.

Penso que liberdade é conhecer as opções que temos, e neste sentido "eu vejo a vida melhor no futuro". Liberdade é ver o contexto, o contexto não nos aprisiona. Por exemplo, não podemos voar, isso faz parte do contexto do ser humano, do contexto da nossa vida, e vendo isto claramente, isso deixa de ser um problema. Já a vida após a morte é uma idéia que nos aprisiona e faz a gente se sentir preso, pois não conseguimos ter certeza se vamos morrer de fato, somos obrigados a sonhar, e isso trás o sentimento de limitação, impotência e de não ter liberdade. Acho que esta forma de entender a liberdade é a forma do hedonismo. Mas às vezes desconfio que a verdade é o contrário, a liberdade é justamente o não conhecer, se você conhece bem o contexto você não pensa sobre ele, a mente é movida por enigmas. E conhecer bem o contexto te impede de errar, e sem erro não há responsabilidades, nem reflexões. Só há reflexões no desconhecido, e se há reflexões a respeito de tudo, é porque tudo é desconhecido em parte. E aquela metafísica maior, aquele deus único, a maior mentira, o maior absurdo é justamente o que move o homem e cria o homem. Onde eu estava? Ah, sim, conhecer o contexto te torna uma engrenagem sem propósito do universo, uma particula, te torna menos humano e menos livre. É justamente por a natureza e suas partículas não pensarem e não serem livres que a natureza sempre triunfa, ela vale por si só, ela sempre está certa e ela tem domínio total do contexto, mas não tem liberdade, não tem felicidade, não tem paz, não tem guerra. E o que seria mais humano, o civilizado ou o animal? ...

Mas claro, ainda há a possibilidade destes muros do futuro não serem tão fortes, e vir o deus do fogo e da morte de novo, como sempre, cientificamente dizendo, risos.

domingo, novembro 15, 2009

Alguns Filmes

Dos últimos filmes que assisti os que mais gostei talvez foram Whatever Works, Inglourious Bastards, Antichrist, Across the Universe, Watchmen, O Homem que Copiava, In Bruges.

Inglourious é o último do Tarantino, não sei bem o que dizer deste filme, acho que compreendo filmes melhor quando assisto em casa. É um dos filmes mais politicamente incorretos e desrespeitosos da história. O Vilão é ótimo, apesar de o dialogo dele com os Bastards quando ele os captura não soou muito legal para mim, mas, sei lá (eu tenho que parar de ficar colocando defeito nos filmes). Whatever Works é o último do Woody. Watchmen é certamente o melhor filme vindo do gibi. Não vejo nada muito interessante nos Batman, X-Man, etc, bem que Iron-Man é legal, não tem uma boa ação, mas o filme desenvolve um ótimo personagem. In Bruges (Na Mira do Chefe) é uma comédia sobre dois matadores de aluguel que são mandados para Bruges (Bélgica) pelo Chefe, é um filme genial, mas é um filme para poucos, acho que a maioria das pessoas não teria saco para o filme. Antichrist parece ser o filme do momento e é muito justo que seja assim, é um dos melhores filmes que já assisti. Assisti filme pra caralho e selecionei estes (eu deveria ter selecionado mais), compensa ver qualquer um deles. Todos encontrei alguns defeitos e minha língua (ou seria dedos?) fica coçando para falar sobre os defeitos... Não falarei, viva ao cinema!!!

quinta-feira, novembro 05, 2009

sexta-feira, outubro 23, 2009

Uma Passadinha

Eu só passei aqui para lembrar a todos que ainda acompanham este blog de que Deus não existe.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Vamos Virar Mendigo

Vamos virar mendigo!
É uma vida gloriosa
Com perigos reais
Uma aventura em
Cada lata de lixo
Sonhos livres
Nas marquises da civilização
Com amores loucos
Nas noites quentes
Vamos virar mendigo!
Viver a mendigar nas
Movimentadas metrópoles do país

quinta-feira, setembro 17, 2009

Trabalho

Sou ótimo em supreender. Não, não faço nada de grandioso. Surpreendo, dizendo, andando, pensando. E então nada mais me surpreende. Bem, que me pego emocionado às vezes, chorei quando assisti Zack and Miri Make a Porno. Talvez é a capacidade que tenho de me surpreender. Então acabei louco, porque não acompanhei o meu ritmo maluco. Não sei, não sei. do que falava? O amor, ah, sem dúvida, isso é sobre o amor. Será que um dia amarei novamente, tenho tanto amor e tanto ódio, tanto tédio e tanto vazio. Não sei, não sei. Seja o amor! Seja apaixonado...? Nuvens! Que calor! Ultimamente estou distante deles, dos leitores, dos amigos, preciso de um cigarro. Sou programador, passo o dia em frente ao computador. Na minha casa, no quintal, mudei o computador para quintal. Meu quarto fica de baixo de uma jabuticabeira. É tão romântico, saudade, das pessoas. Dos jovens, dos alegres. Mas eles envelhecem e se tornam viciados. Será que volta? Será que tive o que escrever um dia? Será que escrevi? Onde estou? Me perdi? Estou por aí? Vou bem e você, como vai? Risos... Reticências... KKKK!!! Cacacaca, ca, ca, ca, c, a, ac,,!!

Quero muito voltar a escrever, mas estou preso neste olimpo imaginário e fantasmagórico. Minha mente está.,.,.... ajjufqi. Não sei, Ah! O amor! Acho que estou apaixonado...

sábado, junho 27, 2009

Mario Quintana

Simultaneidade
Mario Quintana

- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta.

quinta-feira, junho 25, 2009

Liberdade de Expressão

imagem por stryker66

A liberdade de expressão não pode ser ilimitada. Imagine alguém gritando por maldade no cinema: "Fogo! Fogo! Fogo!". Me parece um caso em que o discurso pró liberdade não é defesa suficiente. E outro caso, se por exemplo alguém ofender uma criança causando um trauma. Se uma pessoa grita fogo sem haver fogo ela não está defendendo uma opinião e nem está expondo uma arte, fazendo uma performance a uma platéia. Ele está conscientemente enganando por um prazer sádico, o intuito é o de causar desordem e este é o resultado natural, ele seria como um estelionatário que enganasse por prazer. Se um artista criasse uma obra que de tão fedorenta ou barulhenta incomodasse bastante a todos, isso fugiria do âmbito da comunicação e da liberdade de expressão, e se torna agressão física. Ofensas a menores de idade e pessoas com deficiência mental parecem ser casos especiais. Elas não são cidadãs completas (ixe! eu não deveria ter dito isso) e a suas fragilidades fazem com que elas devam ser ser tratadas com cuidados extras.

Essa impossibilidade de dar liberdade total à expressão me deixa muito encucado, visto que estou do outro lado, sempre defendo que é mais justo aumentar a liberdade de expressão. Não entendo, por exemplo, por quê apologia às drogas é crime. A defesa às drogas deveria ser protegida pelo governo, seja feita por um erudito articulado, seja por um músico de quinta categoria da cultura de rua. Assim como não consigo concordar com grande parte dos processos por danos morais. Se estou com raiva de alguém vou ofender essa pessoa, isso deveria fazer parte do meu direito a liberdade de expressão. Que valor tem uma argumentação quando a defesa contrária é proibida? Um adulto são e saudável processar por causa de palavrões e outras ofensas é ridículo. E ainda temos o mais estranho, o crime de racismo. A lei que resumidamente diz que posso chamar uma pessoa de filho da puta, mas não posso chama-la de preto, mesmo se ela for um preto desgraçado (risos).

Um dos primeiros posts desse blog foi um em que gozava Marcelo Camelo e sua namorada, se este blog tivesse grande visitação e eles me processassem eu facilmente perderia. Eu preciso de mais liberdade de expressão. Preciso para a minha arte, assim como os melhores críticos precisam. Que sentido há em eu ter o direito de dizer que a raça negra é bela e ser proibido de dizer que a raça negra é horrível, ter o direito de dizer que as drogas fazem mal a saúde e não poder dizer que elas são maravilhosas? Isso é censura à crítica negativa, e são leis de covardes, ressentidos, medrosos. O processo que Milton Ribeiro está levando da escritora de A Casa das Sete Bucetildes foi o que finalmente me fez escrever esse post, mas pensava em escreve lo a muito tempo, o Lindomar foi censurado no Recanto das Letras por chamar os mórmons de adoradores do diabo e não consigo ver crime nenhum no que ele fez ou no que o Milton fez.

Os relativistas do século XXI defendem que cada um é cada um e que devemos respeitar a todos, o que me parece de uma hipérbole de extremo mal gosto. Na verdade, idéias perversas e negativas devem ser perseguidas, aniquiladas, combatidas, mas o que não se pode é destruir o direito de elas serem idéias e não se pode proibir a defesa a estas idéias.

quarta-feira, junho 17, 2009

Aahhhhhhhhhh!!!!!!!!!

São 6:54, que frustração... Estou cheio de trabalhos, provas e pouca vontade. Ainda tenho que desenvolver uns sistemas para algumas empresas, sistemas grandes, e tem que ficar pronto em pouco tempo... Que tristeza... Blablablabla... Cara! Estou desanimado, desesperado, grilado, não estou me aguentando, ahhhhhhhhhhh!!!!!!!!! Porra! Ritalina, Ritalina, preciso de Ritalina, cadê a Ritalina? Amanhã tem prova. Preciso beber, preciso fumar, preciso me mandar daqui... Estou com fome, sede, irritado. Estou, sou, eu, eu, eu, eu...... Porra, não estou me aguentando. Aaaaaaaahhhhhhhhhh!!! Tenho que cascar o fora... Beatles é bom, eu gosto, porra! Porra! Não vou postar isso... Vou sim, não vou, vou, não vou......... !!!!!!!!!!!!!!!!! Procurei por "Aaaaahhhhhhhhhh" no google, ele perguntou se eu queria dizer "Aaaaahhhhhhhh". O mundo é muito grande, e estamos muito no futuro, não aguento tanto futuro... Preciso.. Preciso... Preciso de algo...

sábado, junho 13, 2009

Roma

imagem por gogohans

Perdoe o texto anterior, eu estava um pouco empolgado com o fato de existir. Ah! Existir! Quisera todos pudessem existir! Só quem nasce existe, os outros continuam anônimos fora do tempo e do espaço. Existir é triste, ruim, uma merda, mas às vezes empolga, sei muito bem. Então empolgamos e não nos importamos com o que pode acontecer com a nossa reputação e dizemos e somos tudo aquilo que no momento parece ser legal. É como viajar para a praia e entrar de roupa no mar, é como falar eu te amo, é como fumar crack e dançar tango com a sogra. Risos! Eu não resisto, preciso dizer algo assim. Tudo bem, este texto não será tão maluco quanto o anterior. Não que eu esteja prometendo, eu não sou de promessas. Estou só dizendo, e é verdade, eu nunca minto, pode confiar. A não ser quando estou escrevendo. Pode confiar na vida real, na literatura não, não sou confiável. Essas letras de computador podem saltar e cortar a sua jugular a qualquer momento. Não, eu estou brincando, elas não farão isso com você, eu sou bonzinho! Hahahaha! Maldição!

E Roma? E Roma... Ah, lembro me de Roma nesse momento...
Roma
Mozart foi italiano,
Beethoven era italiano
Foram todos italianos
Mas não da Itália
Foram todos romanos
Tudo de Roma
Monty Python é romano
Gmail é romano
Apesar de nem serem
Nada são
Pessoas são estrangeiros
Como Mozard e Beethoven
Mas são propriedade de Roma
Beatles são romanos
Filhos bastardos de Roma
Desconhecidos, póstumos
Romanos
Moeda, Roma
Tudo romano
Roma

sexta-feira, junho 12, 2009

Dança das Nuvens

imagem por docman

Tenho escrito cada vez mais sem ligar para a inspiração. Já estou, aliás, começando a duvidar que de fato essa tal de inspiração exista! Este texto por exemplo está sendo escrito sem ela... Estou sentindo a impressão que este texto não ficará bom. Contudo, com esforço, trabalho em equipe e dedicação podemos inverter esse quadro e transforma-lo, agora sim, em borboletas assassinas que saltam de galho em galho com aquele desajuste milimétrico que causa um efeito onírico. Sim, sim, sim, sim, sim! Vamos lá, deixa eu dar uma espreguiçada. Escrever é complicado, é preciso de ferramentas e de dominar certa tecnologia. Eu por exemplo, domino bastante o computador, ninguém troca entre abas e janelas como eu. Mas não sou confiante... Não, não, não, talvez, não sei.... Silêncio!!! Uma folha é carregada por um vento forte na noite, tipo naquele cenário do Mortal Kombat 3. Pequena alegria, levemente triste, tristeza e alegria podem ser fundidas em uma coisa só, fica um sentimento agridoce, delicioso, mas só para verdadeiros gourmets. Que interessante, o mundo anda complicado, folhas voando pela sala de jantar, com efeitos especiais. Sim, pus aquela vírgula propositalmente, para fazer um efeito, não sei explicar bem, tem que sentir a idéia, sala de jantar, com efeitos especiais. É como se eu tivesse lembrado que a sala tinha efeito especiais só depois concluir o que queria falar sobre a sala.

É preciso ser levemente emborcado para lado de dentro da alma, e sim ainda assim ser emborcado, levemente, para o lado de fora, e para todo canto, cada porão secreto, cada ninho de passarinho, cada folha vagante e sem consciência, cada cueca usada, pimenta apertada imprimida em folha de papel. Não ligo para o que ninguém pensa sobre eu me importar com a opinião dos outros, e nisso resume toda a minha, espere um pouco, vou ali pegar um copo d'agua, pronto, voltei, onde estávamos? Ah, não ligo para o que ninguém pensa sobre eu me importar com a opinião dos outros e nisso resume toda a minha alfândega. Meu coração tem uma alfândega. E quando alguém legal como você chega sem dar aviso, a responsabilidade, que mora no guichê, diz: cuidado, cuidado, cuidado, o banheiro fica na segunda a esquerda depois do sinaleiro que diz amarelo para todos, que assim como nós, não prestam muita atenção. Nenhum déjà-vu até agora, nenhum, duvidam? Se eu fosse vocês eu duvidaria, mas como eu sou eu, eu sei por um outro ângulo que não houve déjà-vu, e não haverá. Um, dois, três, esse texto foi feito para mim, e vocês, intrusos da minha intimidade sintam se em casa para admirar e me amar eternamente, mas sem por a mão. Porque eu não importo com o que eu penso de mim, digam o que quiser, eu simplesmente não me importo com o que eu penso de mim, o importante é o efeito estético. Tudo, cada gesto, cada transpirada neste texto sem inspiração, é tudo por um efeito estético. No final, eu tinha um ponto, esse texto queria dizer uma coisa, várias coisas, não subestime, sinta a brisa matutina, as letras, e o barulho da rua. A vida continua, fluida, paradoxal e a escrita vai, vai sendo, como quem sobe, desce, voa, pensa e, risos, que coisa boa! Vamos, vamos!

Mas não sou confiante...

O que você absorveu desse texto? Você, leitor, é um maluco!

quarta-feira, junho 10, 2009

Me Vou

Se criatividade madura se desce em arvore, desceria rolando escada a baixo até minha cabeça errante para sim fazer uma boa poesia, que seja perdida, que seja sem direção, trazendo luz a toda a sujeira do meu quarto. Risos, milhares, por que não? Nuvens dançam o tango dos deuses. A chave do meu coração está sobre a escrivaninha, se um ser mitológico pegar e levar para longe, serei triste e poeta para sempre, e nunca morrerei. Quem sabe? As arvores, as nuvens, a chuva lava as pedras, lava os assuntos, traz a gripe, e eu aqui, pronto para tentar, mais uma vez, poesias. Minha mão vai aos céus, trago uma estrela no meu bolso, caio flutuando entre solidão e pássaros, afundo na minha cama, não sei se devo, não sei se não, não. Não fui feito para namorar, Deus me fez diferente, solidão, não consigo mentir, só aqui, entre essas palavras e restos! Vamos ao rio, riar, escorrer, correr até a praia, e naufragar nas profundezas escuras da vida. Estrelas do mar, montar cavalos marinhos, canto das baleias! Um apartamento na Lua, muito o que pensar sozinho. Mas quero é Sol, aquele ponto gigantesco no topo do tudo, que ilumina, manda, queima e se vai. Noite, não, não é. Vou me para o Sol, agora sim, passarei alguns dias por entre as chamas malvadas, gargalhadas, passarei anos acordado. Que susto! Olhe o que tenho aqui, dentro desta caixa de sapato, é um fígado comido, um pouco de sangue, um pouco de vida, sou eu aqui, dentro desta caixa de sapato, olhe como se mexe! Nem parece que sou eu! Saudade, vou, vou, mas fico a todo segundo que passa. Por mais que eu vá, eu fico.

Lima

Depois de Machu Picchu voltamos de trem para Cusco, lá demos uma pequena volta. Uns meninos ficavam na frente dos bares (boates, sei lá) fazendo a publicidade, um falou que era pra a gente entrar no dele que lá tinha "meninas de Belo Horizonte para plantar a mandioca", outro perguntou se queríamos "maconha", "farinha de trigo", aparentemente eles sabem falar um pouco de português.

No outro dia fomos para Lima, em Lima arrumamos um hotel e acabamos indo almoçar em um restaurante chique. Morri de vergonha e medo, aqueles malditos conseguem farejar meu cheiro de comunista assim como eu farejo o cheiro deles de enxofre. Mais a noite comemos na rua das pizzarias, depois voltamos para o hotel. Lá conheci um cara do Equador que nos chamou para uma boate, fomos para a boate, foi legal. Cerveja cara! Blablabla!
No último dia passei mal por causa do tanto que bebi no dia anterior demos uma volta por Lima de carro, visitamos ruínas pré-incas, aparentemente uma cidade maior que Machu Picchu, comemos bem, fizemos compras. A noite fomos em um karaokê junto com umas meninas peruanas que conhecemos, depois minha mãe estava em uma boate gay e tivemos que ir para lá. Hum... É.... Na parede da boate estava escrito "vale tudo", automaticamente lembrei da música do Tim Maia: "vale tudo, vale o que vier, só não vale dançar homem com homem, nem mulher com mulher". Estou com saudades do Peru (que coisa complicada de se dizer no Brasil), espero voltar e que não demore muito e que eu tenha mais tempo para aproveitar da próxima vez.

segunda-feira, junho 08, 2009

Machu Picchu

Acho que estou melhor da gripe da minha gripe do porco!

Depois que chegamos no hotel no primeiro dia, saímos para a praça das armas. Em Cusco somos bastante assediados por vendedores de artesanato, os artesanatos são bem baratos, mas é preciso pechinchar, o preço oferecido inicialmente pode cair para um quarto com a pechincha. Comemos bem. Mais tarde minha mãe quis ir embora, nós a levamos e fomos dar uma uma volta, na verdade tomar uma cerveja em um barzinho perto do hotel. A cerveja no Peru é mais cara que no Brasil, lá nos bebemos uma tal de Cusqueña. Pedimos duas garrafas, no meio da segunda nós não estavamos conseguindo mais, tivemos que ir embora, o coração batendo forte, falta de ar, cansado, subir a pequena ladeira que nos levava ao hotel foi difícil.Dormi bem. No outro dia fomos para Machu Picchu. No caminho vimos montanhas gigantescas do trem, depois chegamos em uma cidadezinha de onde tivemos que pegar um ônibus para ir até o topo de uma montanha. Talvez imagens falem mais:

domingo, junho 07, 2009

Voltei


Acabei de chegar de viagem e agora é fato, eu vou morrer, peguei a gripe suína.

terça-feira, junho 02, 2009

Primeiro Dia no Peru

Hoje antes de amanhecer pegamos (eu, minha mãe e o Rafael) um avião para São Paulo, de São Paulo fomos para Lima - Peru, e agora estou em Cusco. Amanhã iremos para Machu Pitcchu. Cusco fica a três quilômetros e meio de altitude e assim o chá de coca ajuda a combater a falta e oxigênio. Viajar de avião é maravilhoso, gosto principalmente da decolagem e da aterrisagem, mas viajar de avião é terrível, pernas mal acomodadas, tempo que não passa, me deu uns gases estranhos, barulho horrível, pressão no ouvido. E o mundo visto por cima é maravilhoso!

No aeroporto os funcionários usavam aquele treco que médico usa para tampar a boca, eles detetizaram o avião conosco dentro, fizeram nos preencher vários formulários falando sobre nossa saúde, não entendi bem porque tem isso no Peru, algo não ficou claro para mim. A comida daqui parece ser legal, o refrigerante que é ruim, um tal de Inca. O dinheiro nosso é valorizado, arrumamos um hotel legal, com translado. Depois vou procurar umas fotos mais interessantes para postar aqui.Eu pensei que ficaria uma semana sem internet e depois quando voltaria de volta eu iria provar que eu não sou viciado nela, mas essa merda me persegue.

quinta-feira, maio 28, 2009

Não Acredito em Deus


imagem por night86mare
Eu não acredito nesse Deus que o povo fala. Esse Deus dos panteístas e dos agnósticos. O Deus dos relativistas é uma desculpa esfarrapada para otimismo desconcertante. Se existe um Deus, ele não pode ser essa energia raquítica e microscópica, nem essa força desajustada e vulgar. Se Deus existe ele deve brilhar, ele deve ser poderoso, ter gosto, ego, vontade, amor e até raiva. Esse Deus inevitável, mas mais fraco que uma mosca e mais chato que Domingão do Faustão deve ser abolido. Preciso de um Deus de verdade, que honre o nome. Contudo também não acredito nesse Deus anedótico dos cristãos. Esse Deus que faz mágicas de aniversário e ouve as preces dos idiotas. Talvez para Deus a única virtude aceita seja acreditar, mas ainda assim o único ato racional seria não acreditar. Se Deus é a grande antítesa, o grande paradoxo, só há uma resposta, um outro grande paradoxo, o ateísmo, o verdadeiro ato de coragem e força do homem limitado, mas ainda assim artista.

quarta-feira, maio 27, 2009

Cimento de Homem

O homem é de cimento
E é cinza
Cimento, areia, água, mãos e ar
Cimento é feito de onde se tira cimento
Cimento é feito de abismo
De chão sem chão
De matéria que se vai
De coisa que cai e não acorda
E o chão é desejo
E é lua
O chão, morte e parto
A morte tem cheiro de manhã
Cai a noite e ela tropeça
Nos chinelos que cultiva
Chuva vai e crê
Chuva ama e cria
Em um modelar que não vem
Que sempre não
Acima de mim
Abaixo do abismo
Distante aqui
Cimento é areia e mar
Cimento ladra e não morde
Cimento se mente
Se mete de homem
Sim e homem
De vento
e nunca

Sobre Amar o Mundo

Fiz essa poesia e não sei o que acho dela, diga alguém.
A vida não é fácil nem difícil
O mundo não é bom nem ruim
Mas eu os amo completamente
pois esta é a natureza do amor.

Há quem veja as coisas como elas se mostram
e ame obedecendo ao amor.
Eu, vejo as coisas como as vejo
e as odeio porque as odeio.

domingo, maio 24, 2009

Eu Sou


imagem por wolfhound
Seria muita arrogância dizer que não sei quem sou eu. Eu sei e sei como ninguém nesse planeta sabe, conheço cada intimo segredo meu. Mas quais seriam esses segredos? O que se esconde atrás desses trejeitos, tons de voz, pele, expressões faciais, barriga, roupa, genialidade e bom humor? Sim! Eu. Eu estou aqui, moro aqui dentro e tenho a mim como minha propriedade total e irrestrita. Não tenho medo de dizer para quem quiser ouvir: eu sou! Eu sou. E não há Deus que irá me convencer que eu apenas quase seja! Eu sou.

sexta-feira, maio 22, 2009

Sonhos

Ontem eu vi um homem obscuro no meu quarto, acordei gritando, provavelmente viera do submundo. Me senti um tolo, mas não consegui dormir novamente. Hoje eu vi um pequeno homenzinho com roupas estranhas, desta vez fui corajoso e joguei um travesseiro nele sem medo das conseqüências negativas que isto poderia resultar.

quarta-feira, maio 20, 2009

Futuro

Chegamos no futuro, depois de tanto tempo, finalmente o futuro! Os carros são rápidos, baratos, e em um pequeno disco cabem milhares de músicas. Usamos video-conferencia, temos internet ilimitada e de alta velocidade em casa, carregamos um comunicador portátil para todo lugar que vamos. Esta década certamente não foi a década da música, ela foi a década da informática, a banda larga mudou a nossa vida. Minha mãe acessa a internet todo dia, ela trocou a TV pela internet, e ela certamente foi a última a fazer isso aqui em casa. Comprar pela internet está se tornando algo comum, imagino que daqui mais uma década podemos deixar de ir ao supermercado. E a pirataria corre solta. Tenho mais de cem filmes no computador e mais de duzentos albuns de música. Os direitos autorais precisam ser revistos, não me parece coerente e nem justo proibir o compartilhamento de música e de filmes pela internet. Esse assunto é complexo e ainda vai fazer muito barulho, tenho certeza. É estranho como essa década passou rápido. Não consigo concluir esse texto! Quem sabe mais tarde eu consiga!?

terça-feira, maio 19, 2009

Caros Leitores

imagem por marcelgermain

Ora, ora, é preciso que eu deixe de frescura e não espere mais de braços cruzados a inspiração chegar. Vamos deixar de preguiça e trabalhar. Há muita coisa que eu ainda não disse. Ah! Ah! Quantas aventuras já vivi neste blog tão jovem! Escrevi com tucanos, matei alienígenas com peidos, sofri a depressão de ter duzentos anos e fui esmagado pelo peso da cerveja diária. Tudo verdade, mas sobre a ótica da mentira, meus maiores sofrimentos. Agora sim, cheguei, agora sou, estou, escrevo, sem medo, digo, aqui sou, eu escrevo, e isso é uma grande felicidade! Penso em todos aqueles que não escrevem, não pintam, não brincam com massinha, não criam piadas, não sofrem agonia, não pensam em suicídio, não fumam crack, não moram em um quarto mofado, não vomitam palavras, não conhecem a internet, nunca foram a escola, nunca olharam para o céu, nunca tropeçaram, nunca estupraram crianças pobres em noites sem lua, nunca chegaram tarde em casa, nunca xingaram Deus em público, nunca escalaram o Everest, nunca viram um pneu, nunca pularam do edifício... Essas pessoas, que não fizeram as coisas, e nada foram senão coadjuvantes no filme da vida, estas sim são as verdadeiras pessoas, as pessoas de fato, as pessoas que quando digo pessoas estou dizendo, as pessoas que Deus escolheu como suas. Ahh!!! Caros leitores, será que vocês ainda acham isso, que é fácil fazer o que faço e que vocês entendem minha intenção? Por que pensam isso logo de mim? Será que não é óbvio que eu não sou tão simples quanto os outros escritores?

sexta-feira, maio 15, 2009

Rotina Noturna

Letras, vírgula, letras, pronto, comecei de novo! Que situação insuportável! Bem que de certa forma...

São onze horas. Estou ouvindo Nélson Cavaquinho. Que cara maluco! No passado todo mundo era maluco! Hoje também! Porra! Vamos tentar mais uma vez.

Sabe quando ficamos sem inspiração? Então! Que saudade de defender o ateísmo, ser pessimista, odiar a todos! É fácil ser considerado inteligente, é só ser pessimista. Hoje sonhei que tinha um monte de dinheiro na minha carteira.

Ontem saímos e eu falei pro Edinho que não ia ajudar na conta. Que cara folgado! Eu estou morrendo, fraco, minha visão está embaçada, costas ruim, acho que estou nos meus últimos dias. E isso por causa do tanto que tenho bebido, é todo dia, toda hora, todo dinheiro que chega no meu bolso vai embora pro bar. Mais cedo ontem eu tentei fazer umas abdominais e quando levantei deu um negócio estranho na barriga. Na hora pensei, é o infarto, eu vou morrer! Não agüento mais, fisiologicamente dizendo. E o Edinho, que é um velho guerreiro da boemia, não me deixa desistir. Cretino, maldito, eu estou morrendo, porra! Então ontem não ajudei na conta, depois dormi e sonhei com uma carteira recheada. Era assustador, tão esquisito, mas era bom também, dinheiro pode comprar muitas coisas hoje em dia! Antes eu pensava que tinha uns cinqüenta conto, fui olhar direito a carteira e tinha várias de cinqüenta, tinha até uma de cem.

quarta-feira, maio 13, 2009

Morto

Cada dia que passo morro, não, não estou falando dessas mentiras que os médicos contam, estou falando da realidade, eu estou morrendo, estou apodrecendo, deixando de existir. E vocês também. Estão todos marchando para o esgoto a passos largos com a cabeça lotada de tolices. Não estou falando de uma dádiva, ou de alguma beleza na inevitabilidade. Estou falando da cerveja, da televisão, dos vírus, da gripe suína, da preguiça, da vingança, do ódio divino. Morte não é uma afirmação da vida, não é um elogio ao vento, e muito menos um raio de luz. A morte é o coco, a morte é o xixi, a morte é câncer na poesia. E só está morrendo aqueles, que como eu, nasceram e disseram não a tudo aquilo que era esperado um sim, desafiaram e ridicularizaram o livre arbítrio, e enxergaram o que não era permitido. Sim, todos vocês, que procuram respostas onde só há poesia estão fadados a morte, ao buraco escuro dos anônimos. Todos vocês que mancam, tossem e a cada dia se sentem mais fracos, todos vocês estão fadados ao anonimato. Sei o quanto morto estou, e o quanto todos estão, posso ouvir o vazio no fim da linha...

A Compreensão

Claro que me sinto constrangido de falar como tenho falado. Mas sinto que é preciso! Vocês acham que estou sendo repetitivo? A repetição é a única forma de retórica dizia Napoleão. Muitos gostariam que o narcisismo diminuísse na minha escrita. Isto não irá acontecer! Ah, vai sim, essas coisas me cansam também. Bem, bom dia a vocês! Esquecia de dar bom dia! Estou sentado pensando na minha, minhas questões, bem, é preciso que ando vivendo de forma que, morrer a cada momentos, assim. Tudo ao mesmo tempo! Estou cansado de sentir a totalidade das fraquezas fedorentas dos indivíduos que me rodeiam nas quartas-feiras no msn e nas lavanderias dos nossos corações podres e pobres, sem respeito, sem visão, perdidos na idiossincrasia de cada vírgula vazia, perdidos na escuridão da noite morna. Vou mudar, preciso mudar, preciso me acalmar, pronto, estou completamente diferente, completamente do jeito desejável, do modo nobre, distinto, correto, reto, direito. Que vontade de sair com uma metralhadora na rua e atirar na cabeça de todos os mosquitos que transmitem dengue. Aqueles bastardos malditos! Hehehehe! Que engraçado! Engraçado respirar nas quartas-feiras depois no almoço, dizer bom dia e falar sobre a noite morna. Só estou tentando ajudar! A compreensão que todos desejamos virá, ela chegará em uma carruagem puxada por musculosos e joviais anjos gays. Fim!

domingo, maio 10, 2009

Os Olhos da Natureza

Não acredito em nada disso. Nada que foi dito ou que é dito. A vida é outra coisa, a vida é uma substância líquida, esverdeada e tem cheiro de isopor. Caminhando pela praça certa noite vi uma coruja me olhando com aqueles olhos de coruja. Isso muito me disse sobre a condição do ser humano frente a uma coruja em uma praça a noite. Aqueles olhos diziam: sim, sim, caro sonhador, estou aqui, eu existo e sou um olho de coruja.

Alguns dias atrás um outro fato interessante me ocorreu. Eu estava passeando pelo bosque colhendo aspargos e tomates quando uma cobra chocalhenta levantou o pescoço como se preparasse o bote e me encarou. A sua face estava na altura da minha e ela foi chegando perto, perto até ficarmos olho a olho e a poucos centímetros de distância um do outro. Então eu tremendo de medo a perguntei: o que você quer de mim? E ela me respondeu: a realidade vai te pegar ainda, meu jovem! E sumiu rapidamente sem deixar rastros.

É engraçado essas coisas que acontecem! Quando menos se espera um fato fantástico vem, nos deixa perplexo e depois nos abandona. Como alguém pode acreditar em Deus sendo que vivemos em um mundo tão fascinante? Acreditar em deuses é um desrespeito à Mãe Natureza.

quinta-feira, maio 07, 2009

Constrangedor

Dizer, dizer, dizer... Acho que ninguém entendeu bem o que eu quis dizer com meu texto anterior. Acho que ninguém nunca entenderá, também eu nunca entenderei. O existir é assim, meio constrangedor. E daí vem a obrigação de ser um poeta constrangedor, é um trabalho de denúncia e de honestidade.

Viver está cada dia mais difícil. Aqui em casa não tem filtro, tenho bebido água da torneira. O chuveiro não funciona. O forno está estragado. O fogão também. A geladeira. O carro e o portão foram consertados anteontem. Minha cama faz barulho insuportável, tem o mofo do meu quarto. Tenho bebido muito, fumado um tanto, comido muito pouco, sentido muita preguiça e desanimo. Hoje é quinta. Tenho celular novamente. Preciso tirar o passaporte, não vai dar tempo. Mas o que me estressa de verdade são as dívidas e a velhice. Viver está cada dia mais difícil!

Quanto será que custa sair da vida com a consciência limpa? Quanto o diabo me pagaria pelos meus dois braços? Hoje é quinta, chegarei tarde em casa, hoje veremos policiais, confusão e sujeira, precisamos comprar cigarro, a vida é boa!

quarta-feira, maio 06, 2009

Navegar é Preciso

Navegar é preciso, viver não é preciso! Hoje é dia de morrer, de se jogar nos vícios e mentiras. Fumar um cigarro e dizer tudo que precisa ser dito a todo momento para sempre até o início sem medo de arriscar e enlouquecer. É preciso reforçar. Hoje é e sempre será passado, mas sempre será eterno, custe o que custar. Não sejamos inocentes, o inimigo caminha por aí, passos silenciosos e fedendo enxofre. Tudo, absolutamente tudo que é necessário é preciso. Mesmo porque ninguém quer saber o que você pensa sobre a vida e sobre a morte. Respeitem meus cabelos brancos, isto não é o que você está pensando. Navegar é preciso, viver não. Espere.

Um novo parágrafo. E não me analise, não agora, espere um momento, agora sim, estou pronto, saia daqui, quero te ver mudo, fale o que quiser! Se sim então por que não dizer logo? Vamos aos pontos, do começo, até o fim, sejamos diretos, concisos e belos. Altamente poéticos... Com uma arma na mão e óculos Ray-Ban! Mais uma dose, mais um sonho louco, por favor, humanos no espeto, me mostre um pouco de violência, me tragam um microscópio! Não, não vou tomar banho, hoje é dia de dormir, estou cansado, preciso morrer, hoje em dia as coisas andam estranhas, pateticamente chorosas. Vamos continuar, não paremos por aqui, vamos um pouco mais adiante, existem coisas que ainda não ficaram claras e belas.

sábado, maio 02, 2009

sexta-feira, maio 01, 2009

terça-feira, abril 28, 2009

Estar por Aqui

imagem por bright

Que coisa estranha estar por aqui, andando, dizendo e tendo que conviver com um órgão que pensa. Muito esquisito os pés pisando no chão de milhões de quilômetros quadrados e de vários andares. Há ruas que passam sobre ruas! Tenho visto pedras em qualquer canto não edificado, árvores por todos os lados, pessoas que falam diversos idiomas, nascimento e morte para todos, pães mofados, laranjas vermelhas, cidades pequenas, aviões caindo e diversas privadas entupidas! É de morrer de rir, de espernear e chorar, morder a língua, bater a canela, chutar o balde, xingar a mãe e se atirar do edifício. É um lugar muito estranho, escalafobético é uma boa palavra. Toda essa respiração, esse arrependimento, essa bondade, esse fedor, esse investimento, esses ícones, relógios, cachorros, estrelas absurdamente grandes, psiquiatras, letras, vírgulas, e não saber como terminar a merda deste texto enfadonho, todos esses óculos, gentilezas e professores de português, tudo isso, e todo o isso, e todo o resto, e todo o nada, nada não!

sábado, abril 18, 2009

Parto

Perguntaram-me hoje porque me faço de louco. Ora, esta é minha vocação e minha missão. Sou um artista e sou minha invenção, parte sou o meu sofrimento, parte sou obra-de-arte. Eu sou o meu parto. Mas mudando de assunto, gostaria de falar, levantar a questão, indagar, dizer algo mais sobre mim, algo divertido, intrigante e profundamente belo. A vida não é boa, nunca foi e nem era de se esperar que ela fosse. Isso é básico, exato, inevitável. E certo é que ela é boa, justamente por isso bebo.

quinta-feira, abril 16, 2009

Quanto Tempo!

Faz tempo que não converso sozinho com vocês neste blog... Não tenho nada de interessante para dizer quanto a isto. Hoje sai e reparei que não há muitas pessoas da minha idade na cidade. Dentro dos carros andam os adultos. Pelas ruas só vi pobres feios, velhos tristes e várias crianças com seus celulares. Sei que se procurasse encontraria! Frentistas, mecânicos e algumas secretárias têm a minha idade. Os meus colegas antigos alguns viraram professores, outros estão de férias na Europa. Dívidas, estou atolado em dívidas, sou vagabundo, fumante e alcoólatra. Uso a mesma calça a mais de mês! Peido e meu hálito é ruim. Não agüento mais tanto humor na minha vida. Deus é hilário!

segunda-feira, março 30, 2009

Manoel de Barros

A Poesia
Manoel de Barros


A poesia, a poesia está guardada nas palavras
É tudo que eu sei
Meu fado é não entender quase tudo
Sobre o nada eu tenho profundidades
Eu não cultivo conexões com o real
Para mim poderoso não é aquele que descobre o ouro
Poderoso pra mim é aquele que descobre as insignificancias do mundo e as nossas
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil
Fiquei emocionado e chorei
Sou fraco para elogios.

Desespero Pela Manhã

Nada mais gostoso que
aquele desespero pela manhã
Os passarinhos cantando na jabuticabeira
E um tédio que vem me consumindo,
como se começasse na testa,
se espalhasse lentamente,
passando pelas costas e
enchendo o peito!

Então penso nos homens,
no quanto estão abaixo de mim e
no quanto são insuportáveis,
nasce um sorriso bobo,
um sarcasmo bailarino.

Depois
abaixo a cabeça,
meu coração é torcido,
mas não cai uma lágrima.
O tempo me deixou seco.
Talvez seja a brisa matutina...
Oh, vontade de dormir um sono
tranqüilo e eterno...
Como amar é bom!

E foi assim que de repente
me veio aquela
vontadinha de morrer
que quase me faz
chorar!

sábado, março 28, 2009

Louco

Uma frase, uma idéia que surgiu do nada na minha mente. Um impulso estranho me fez pensar: me mata, por favor. Uns dias depois aconteceu de novo. E de novo. Um estranho desejo de sangue. Cada dia mais freqüente. Deixa eu morrer! Deixa eu morrer! A coisa foi se transformando. Deixa eu te matar, pensava! Deixa eu te matar! Por que? Por que? A voz na minha cabeça perguntava se lamentando. Um dia peguei uma bela e grande faca e a levantei teatralmente. Outro dia dei socos no ar, apontei o dedo e encarei um espaço vazio. Eu estou me transformando, estou me perdendo. Tenho andado mancando, urrando como um animal, eu sou louco! Se assustem, Senhoras e Senhores, este sou eu.

O Gráfico Mais Assudador de Todos

quinta-feira, março 26, 2009

Algumas Estrelas

Estou sem ar, os últimos posts me esgotaram, eu estava sem inspiração, mas no final consegui escrever algo interessante. Não conhecia direito essa Amy Winehouse, é bem legal, voz bonita. Assisti o DVD dela.

Ralph Fieenes e Liam Neeson

Vi uns filmes ruins esses dias, Punisher - War Zone é uma besteira, não sei por que insisto em filme de ação, não adianta, não consigo sentir mais aquela empolgação de quando era mais novo assistindo esses filmes. Sete Vidas (Seven Pounds) é aquela besteira que o Will Smith fez agora, um draminha. Busca Implacável (Taken), eu tinha confundido o ator (Liam Neeson) deste filme com Ralph Fiennes. Os dois são muito parecidos. Busca Implacável é um filme de ação onde o herói mata do começo ao fim para salvar sua filha que tem a virgindade ameçada pela máfia na Europa. Estes não são só filmes ruins, são filmes ruins e mal intencionados, é bom deixar claro. Vi um outro filme melhorzinho também: Trovão Tropical, uma comédia com um elenco de estrelas, como dizem. Não achei muito engraçado, talvez eu esteja de mal humor. É bom, eu esperava mais, foi um grande sucesso.

terça-feira, março 24, 2009

Lagarta

Blablablabla, blabla blablabla - estou tentando pegar um embalo para ver se sai alguma coisa hoje neste blog. Blablabla blablablabla. Sobre o que falar? Vou procurar algo no google para eu dar a minha visão sobre as coisas... Vou procurar uma imagem e vou me inspirar na imagem. Porra, não, não existem imagens interessantes!

Pessimismo é algo que pode render algum texto. Bem! As coisas não dão em nada, gente! Que bobagem! Claro que dá! É que algumas pessoas são tristes, tem muita gente rindo à toa também! Faculdade! Estou no segundo ano com 24 anos, eu não acredito nisso!

Estou puto, griladíssimo, tinha inclusive escrito um post muito raivoso ontem, mas apaguei e ninguém viu. Na verdade eu tenho o rascunho salvo aqui. Tenho três rascunhos não publicados porque no final não gostei do resultado. Olha essa droga de lagarta!

imagem por markop

Exatamente, é só uma merda duma lagarta esquisita. Mundo esquisito esse... Ahhhhh!!!!!!!!! Boa noite a todos vocês! Eu tentei!

É necessário escrever. Mesmo que esteja sem palavras, pasmo, broxa, sem vontade, sem braço. Dizer que se está pasmo de indignação, desanimado por excesso de sabedoria, falar da depressão de todo guerreiro. É necessário ser mais do que se pode ser, ser tudo que se pode ser. É necessário se dar completamente para se fazer arte. É inadiável ultrapassar as barreiras. É necessário escrever, é necessário se matar por uma grande piada, é necessário ser a grande piada, a grande antítese. É necessário dizer o que precisa ser dito. É preciso que seja exato, que seja preciso, super preciso. É necessário, e nada mais é necessário. A única verdade, incontestável verdade. Deve se escrever, escrever a si, e deve se dizer tudo, é urgente reforçar, ser exato, não esquecer os detalhes, não deixar que te esqueçam. E é necessário dizer tudo aquilo que ninguém quer ouvir. Tudo aquilo que todos sabem e tudo aquilo que ninguém nunca imaginou. É um dever falar dos alienígenas escondidos, denunciar os becos onde eles moram, os óculos que eles usam, as suas barbas mal feitas, os seus vícios, seus lábios macios, suas pernas salientes, seus dedos viscosos, seus olhos rápidos, seus dentes quentes, e não esquecer se do desejo alienígena por sangue. É obrigatório mostrar o fedor da plebe, a ganância dos belos. É preciso ser sério e honesto. Falar de Deus, de sua falta, de sua completa e total falta no mundo, de sua exuberante, gigantesca e absurda não-presença. É essencial escrever, é indispensável dizer algo, indispensável ser torcido em palavras, chorar letras e suar poesia.

sexta-feira, março 20, 2009

Porra!

Aposto que vocês estão morrendo de saudades de mim! Sim, sim, sim, sim sim a vida é assim. Eu deveria beber mais ou talvez beber menos. Que grande dúvida essa vida. Estou estudando Java. Porra! Não sei do que falar. Eu sei, eu sei, egocentrismo, egocentrismo, meu egocentrismo é egocêntrico. Blablablablablablabla... A vida é assim... Fodam-se! Vão tomar nos seus cus.

Um dia um homem estava andando pela cozinha, quando de repente deu um peido fedorento que matou um alienígena escondido debaixo da pia. O alienígena era baixinho, um metro e meio, cabeçudo e olhudo, o típico alienígena. Mais tarde, os cachorros estavam latindo para a pia, o cara foi ver o que tinha lá e encontrou o alienígena morto. Ele gritou. Porra! Mulher, tem um bicho estranho aqui! Acho que é um ET! A mulher estava assistindo TV e fingiu que não ouviu. O cara tirou o alien de lá com um jornal e o colocou deitado no chão para ver melhor. Quando a mulher olhou para aquilo falou indignada: O que que é isso? Como é que você arrumou esse bicho? O cara respondeu: Uai, tava debaixo da pia morto! Você acredita? Eu acho que é um ET. A mulher diz: É claro que é um ET, seu idiota! Não tá vendo que é um ET, ou cê tá achando que é um rato de esgoto gigante? O marido: Acho que vou jogar isso fora, os meninos estão chegando e eu não quero ver eles mexendo com isso! A mulher: É, pode jogar esse negócio fora, que eu quero fazer o almoço. Então o cara colocou o alienígena em um saco de lixo e pôs na porta pro lixeiro levar.

terça-feira, março 17, 2009

Novos Tempos

Estão querendo liberar a maconha, daqui um tempo será comum a sua mãe fumando unzinho no quintal. Nossos filhos serão gay, isso é fato! Cada dia há mais comum gays jovens assumidos. Tenho a impressão que cada dia há mais gays. São os novos tempos!

segunda-feira, março 16, 2009

Olhando o Espelho

O homem é narcisista, e seu prazer em raciocinar é exagerado. Ele gosta de habitar a si e de dentro de si olhar para si. Essas são talvez as principais fraquezas do ser humano, suas principais tolices. E na perdição da razão muitos, carentes de pensamento, preferem negar com todas as forças o mais evidente e acreditar com toda paixão no mais absurdo. Acreditar no absurdo não é só mais atraente que acreditar no nítido e incontestável, ele é muito mais atraente que acreditar no apenas provável, o homem prefere errar grande a errar pequeno. O homem ama imagens invertidas. Isso porque ele sente carência, carência de pensamento, de liberdade no processamento intelectual, falta desejo natural na sua cabeça primata. E negar o mais evidente é como eu chamo a fé em Deus. Nada deveria ser mais certo à razão que a morte ser o fim do ciclo que começa no nascimento e que o homem faz parte de algo maior, mas indiferente a ele, um ecossistema e um universo que o cria e interage com ele não por afeto, carinho ou raiva, mas por uma lógica própria e motivos impessoais. Nisso deveria basear a lógica, mas o homem não é espírito puro, ele é o ser fraco pela razão. O homem é o ser do julgamento, da comunicação e isso somado ao seu lado animalesco o torna o ser do narcisismo e do absurdo. E por isso é preciso ser louco para ser sábio e só um corpo doente conseguiria ser honesto me diz o espelho.

quinta-feira, março 12, 2009

Notícias de Última Hora

imagem por jdmrhd
A vida é dura, eu sou mesmo o máximo. Um grande sujeito! Mas preciso falar sobre assuntos mais específicos. Vamos ver as notícias. "Jornalista que atirou sapatos em Bush pega 3 anos de prisão", bem, isso parece mais fofoca que política. "Vídeo de ex-BBB vira sensação na internet" e eu sei lá quem é essa! Não gosto de jornalismo, é chato demais! Posso ficar velho o tanto que for, pouca coisa do jornalismo salva, tem procurar, é foda! Muito melhor ler livros! Não precisamos saber o que realmente mudou neste ano! As coisas não mudam rapidamente como querem que acreditemos. Precisamos de uma visão mais global, visão dos séculos, dos tamanhos, das diferenças. Tragédias domésticas, fofoca sobre presidentes, pequenas mudanças políticas (aumentou uma taxa ali, fizeram um acordo ali), isso não vale muita coisa. Manchete principal no site do O Globo: "Mais uma casa é assaltada em Santa Teresa. Um dos ladrões tinha 10 anos". Estadão realmente parece ser um pouco mais sério que os outros, mas ainda é muito chato. É importante assistir jornal, o caralho! Tem que por vírgula antes de "o caralho" mesmo?

terça-feira, março 10, 2009

www.leonardopriori.com

Sempre quis fazer um site sobre desenvolvimento web e informática em geral. Vou tentar fazer isso. Comecei criando uma página, mas pretendo que ela se torne um site maior. O endereço é o endereço do meu antigo blog, www.leonardopriori.com.

sexta-feira, março 06, 2009

Preciso Escrever

Preciso escrever, preciso escrever, preciso escrever, preciso escrever, preciso escrever... Este será mais um daqueles posts, um daqueles que eu faço o maior drama sobre o quanto eu sou pequeno e meu texto é inútil e no final, por ironia de Deus, o texto fica divertido e interessante. Que droga! O que? Nada, eu não disse nada! O que é uma droga? Sei lá, cara! Foi um tique nervoso! Agüei as plantas hoje, talvez eu possa fazer isso sempre. Como o mundo seria bom se cada um fizesse sua parte... As coisas não estão melhorando, apesar do evidente otimismo que tenho passado através deste blog.

Gostei da idéia que desenvolvi contra o pessimismo e contra o otimismo. O mundo vai morrer, assim como as pessoas vão morrer, devemos aprender a lidar com isso porque senão estamos perdidos. Deve ser muito estranho acreditar de fato que existem céu e inferno, que Deus de alguma forma iria separar as pessoas em dois grupos e um desses grupos, de alguma forma, passaria por uma danação eterna. É verdade que a maioria das pessoas não acredita nisso, eu ia dizer, mas seria uma grande mentira. Os cristãos, por mais que envergonhem do próprio intelecto inventando desculpas esfarrapadas, temem o inferno. Deve ser horrível pensar assim, além de ser péssimo para a sanidade mental, acreditar em inferno é como ter uma pedra gigante no meio do caminho por onde deveria caminhar a lógica e o bom senso. Todos nós às vezes passamos por sustos e acabamos desconfiando das coisas que no final das contas são as mais certas. A física pode estar bastante errada e tem muito que evoluir ainda, mas isso nunca poderia justificar a existência de reptilianos, a vida após a morte e muito menos o inferno ou a vinda de um messias no século I.

Claro que apesar disso tudo eu sou louco. Espasmos nervosos, pensamentos suicidas, remédios tarja preta, etc. Mas sou um louco guerreiro, não desisto, não vendo a minha alma ao diabo, o que na boca de um ateu significa: eu não desisto de minha integridade. Não, não desconfio que meus tiques nervosos seja Jeová me castigando, como os cristãos fofocariam se conhecessem meu caso, e nem espíritos ruins a minha volta, como os espíritas desconfiam. A não ser no sentido metafórico dos bons cientistas, onde sim, fui preguiçoso e desrespeitei as adversidades, por isso Mãe Natureza me castiga, e o espírito do meu falecido pai ainda me assombra.

quinta-feira, março 05, 2009

quarta-feira, março 04, 2009

segunda-feira, março 02, 2009

Oscar

Oscar! Slumdog Millionaire (Quem Quer Ser Milionário) é uma das maiores porcarias que já vi, e até onde conheço é o pior filme que já ganhou o Oscar. Desanimei muito quando Uma Mente Brilhante ganhou, mas Slumdog Millionaire consegue ser pior que pior dos otimismos idiotas e sem conteúdo, ou seja, ele consegue ser pior que o vomitador de mariposas, À Espera de Um Milagre. É difícil de acreditar que À Espera de Um Milagre consegue enganar tantas pessoas. No filme um homem negro gigante e corpulento vai injustamente para o corredor da morte (ele tinha sido encontrado abraçado com criancinhas brancas mortas que ele anteriormente tentara salvar de animais ferozes) e no corredor da morte ele faz vários milagres, ressuscitado ratinhos e tirando as enfermidades dos "pecadores". Se este filme não é um melodrama, não existe melodrama. É muito claro para mim que aquilo é um drama apelativo e raso. Contudo assustadoramente o filme engana muitas pessoas, concorreu a Oscar de melhor filme e tem bastante admiradores. Dizer que Slumdog é pior foi um baita exagero meu!
Em Slumdog um favelado indiano vai para um programa de perguntas e respostas e acerta todas as perguntas mesmo sendo analfabeto. Sorte e os aprendizados da vida dura na pobreza fazem do romântico herói um milionário. É simplesmente ridículo, mas engana e ganhou tanto o globo de ouro quanto o Oscar. Frost/Nixon e Milk são para mim dois filmes fraquinhos. Benjamin Button como eu disse anteriormente, não foi muito do meu agrado, mas é um filme bom. O Leitor (The Reader), que deu para Kate Winslet o Oscar de melhor atriz, é dos que foram concorrentes ao prêmio de melhor filme certamente o meu preferido. É engraçado imaginar uma história que se passa na Alemanha, com personagens alemães ser uma produção americana, com atores falando inglês. Mas é justamente o caso do filme e um ótimo filme aliás. No post Annie Leibovitz a foto do Clint Eastwood é referente ao filme Gran Torino, apesar de ter alguns clichês ainda é claramente mais interessante que Milk ou Frost/Nixon e deveria ter concorrido também. E por hoje é só!

sábado, fevereiro 28, 2009

Velho

Eu sou velho, velho, muito velho, extremamente velho. Estou feio e acabado. Não tenho mais paciência para revolta adolescente, para otimismo romântico ou esse pessimismo niilista. Não venha me dizer quem sou, como sou, como devo ser. Não venha me ensinar, não venha me corrigir. Eu sou velho, daqui uns dias virá a esclerose múltipla. Eu manco, eu reclamo, ninguém me entende, nem os ateus, nem os artistas, muito menos estes pessimistas. Ninguém percebe a verdade que aprendi com as batalhas e com o sofrimento. Ninguém entende minhas piadas, ninguém entendeu meu charme, meu ritmo lento e nervoso. Não tenho mais paciência para festa, para sorrisos, para porcarias. Isso não é carência, não é fraqueza. É a arte e o cansaço de um velho ancião muito velho!

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Annie Leibovitz

Mais um post roubado do Milton Ribeiro! Fotos da Annie Leibovitz!

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Os Três Mal-Amados

Uma poesia de João Cabral de Melo Neto. O cara da foto!
Os Três Mal-Amados

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Pirenópolis e Lágrimas

Como diz aquela música, fico tão triste quando chega o carnaval! Nunca vi tanta gente pedindo quanto ontem em Pirenópolis, uns dez apareceram pedindo cigarro, vários pedindo dinheiro para inteirar uma pinguinha. E eles falam pinga sem receio, orgulhosos exibindo sua própria honestidade e forçando a responsabilidade de recompensá-los pela virtude de não enganar. Os banheiros acabados, destruídos, com o chão empossado, um cheiro insuportável. Mendigos dormindo pelas calçadas, gente machucada (tinha um cara caído com a cabeça sangrando), gente brigando, muita droga. Policiais, confusão e sujeira por toda a cidade. Uns amigos me contaram que na sexta-feira um cara tinha defecado e urinado na calçada do lado da mesa deles. Carnaval é a pior época do ano. Garotos bêbados fazendo algazarra e tentando beijar estranhas que fogem perdidas. Não que eles não consigam sucesso, as crianças bêbadas sempre encontram umas doidas. É carnaval! O povo está a sambar! É a época da paquera e do flerte. Festa da carne! E do vinho! E eu solitário, isolado, odiando a tudo...

domingo, fevereiro 22, 2009

Bom Dia a Todos Vocês!

Estou a alguns dias sem escrever nada para o blog! Aconteceram uns fatos desinteressantes por estes dias, mas como eu sei que meus leitores gostam de big brother, eles vão querer saber sobre os detalhes de minha vida, e como eu estou sem assunto, será assim. Minhas aulas começaram terça-feira. O povo tem medo de mim, tem certo receio comigo. Mal começou e já tem esse feriadão do carnaval. Estou indo para Pirenópolis agora... Esqueci o resto.

imagem por zamorim

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Lista de Filmes do meu Perfil no Orkut

Fiz uma lista para o Orkut dos filmes que eu mais gosto. Eis ela:

Taxi Driver, Laranja Mecânica (Clockwork Orange), Waking Life, Adaptação (Adaptation), Cães de Aluguel (Reservoir Dogs), Antes do Amanhecer (Before Sunrise), Os Dose Macacos (Twelve Monkeys), Filhos da Esperança (Children of Men), Beleza Americana (American beauty), Sexto Sentido (The Sixth Sense), Bruxa de Blair (The Blair Witch Project), Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo's Nest), Menina de Ouro (Million Dollar Baby), Mundo de Andy (Man on the Moon), Hannibal, Forrest Gump, Dogville, Poderoso Chefão (Godfather), Poderoso Chefão II (Godfather II), I Heart Huckabees, Match Point, O Homem Duplo (A Scanner Darkly), Vicky Cristina Barcelona, The Matrix, Fight Club, Trainspotting, KIDS

Dessa lista talvez os que mais gosto sejam Taxi Driver, Laranja Macânica e Adaptação. Taxi Driver é um filme de 76 com o Robert De Niro, dirigido pelo Scorsese, ganhou a Palma de Ouro, mas perdeu o Oscar de melhor filme para o Stallone, merda!

Taxi Driver

Laranja Mecânica (1971) é o meu Kubrick favorito, tem uma história maluquíssima, já falei alguma coisa sobre ele aqui no blog. Adaptação é do reconhecido roteirista Charlie Kaufman. Nicolas Cage faz o papel de um diretor (Kaufaman) que tenta fazer um roteiro de cinema baseado em um livro (fazer uma adaptação para o cinema).

Adaptação

Reservoir Dogs, Cães de Aluguel, meu preferido do Tarantino. A cena que o Mr. Blonde tortura o policial escutando música e dançando é maravilhosa (não é a cena da imagem abaixo).

Cães de Aluguel

Waking Life, Before Sunrise e O Homem Duplo são do mesmo diretor, Richard Linklater. Twelve Monkeys é uma ficção científica. Children of Men passa no futuro. Tem dois filmes do Woody Allen (Match Point e Vicky Cristina Barcelona), deveria ter mais dele na lista. Matrix e Clube da Luta talvez foram os filmes que mais me marcaram, mas hoje eles não parecem ser tudo aquilo que eu via. Deveria ter colocado alguns dramas mais cérios. É muito difícil fazer uma listas dessas, ficou faltando muitos filmes.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Turma

Eu queria postar sempre. Na verdade, tenho postado bastante sim, mas estou querendo postar mais. Exercitar a escrita é bom, melhora muito a escrita. Só que eu estou sem assunto. Vejamos, quais são os problemas que tem me afligido ultimamente? Estou ficando louco, acho que estou triste. Falta dinheiro, falta o curso superior, queria ganhar grana, ter minhas coisas, igual aos meus amigos, no entanto estou morando com a "mamãe" nesse quarto mofado e sujo. Preciso viajar, conhecer o mundo. Este texto não está ficando muito legal, está um lixo. Lá vem eu de novo com a minha ciclotemática. Um dia eu escrevi um post aqui sobre tristeza, mas não publiquei, um dia eu mostro para vocês.

De toda forma este texto - que merda! - vai render alguma coisa. Não sei do que falar...

imagem por bastet

Sei nada sobre o festival de Jazz, leitora. E eu não sou péssimo jogador de basquete, Chiquinho. Eu sempre fui bom, muito bom, médio, relativamente médio para legal. O radinho do seu blog, Thiago, está funcionando sem problemas. Caro Luiz Felipe, cuidado com a língua. Thais Correia, não diga "porra, que merda", porra! Meu texto não é sobre como é divertido falar palavrões e sim sobre a merda que é quando se apaga o texto sem querer. É muito feio ficar xingando! Lembram quando eu falei que tinha feito uma grande poesia que um dia ia postar se me desse na telha? Então, essa poesia é a Dia de Inspiração que publiquei a pouco tempo. Um amigo me disse que eu sou a leitora, leitora é um pseudônimo que uso para me comentar. E faz muito sentido, me deixou encucado! O problema é que de certa forma eu precisaria ter dupla personalidade e eu não tenho isso. Essa personalidade minha, pelo menos, não tem.

No post anterior eu falei que fui duro com o João. Isso deixou o João grilado porque de acordo com ele eu fui super legal. Então ele pediu para que eu tirasse o nome dele do blog, mas eu disse que não estava afim. Na verdade não é que eu fui duro, é que eu empolguei, apelei e exagerei. O João ficará putíssimo por eu estar falando sobre ele de novo, ele deletou o blog dele, não gosta desta exposição. Por isso acho que vou apagar tudo isso que escrevi até agora. Ou senão intitular esse texto de João.

Eu preciso começar a falar sobre coisas, ter assunto, isso é urgente, porque se não vou me viciar em falar sobre essas coisas nenhumas e não vou conseguir parar. Eu preciso, eu preciso, eu preciso, eu preciso, você precisa, leia na minha camisa! Baby, i love you! Baby! Baby! Estou ficando divertido, isso é bom, preciso de diversão, porra!

Sobre anteontem, quando eu disse que estava escrevendo rodeado por tucanos foi o seguinte: eu estava com um notebook no chalé da minha tia usando uma dessas internets que tem agora dessas operadoras de celular, e então apareceram três tucanos numa arvore lá, não, eu não estava falando de partidários do PSDB e sim de tucanos de verdade. É uma cena cinematográfica, um grande escritor em meio à natureza do Centro-Oeste publicando seus textos através de um notebook e então surgem tucanos.

E falando em aves, eu vou para o Peru. Terceiro Mundo, América do Sul, eu morro de medo. Tem ladrão, violência! Mas minha mãe vai, droga, estou tão triste com isso! Merda, estou com medo de ela ter descoberto meu blog, agora não posso falar mais nada! O blog vai perder todo o desespero criativo! Estava planejando com o Rafael viajar, minha mãe ouve e decide que vai aproveitar a passagem em promoção também, a viagem é para junho. Toda vez que eu quero ir no Goiânia Ouro, minha mãe está lá, eu já estava grilado com isso. Mas essa viagem era para ser uma grande farra insana, uma epopeia alucinada. E agora vai ser só fotografia de arvore, de poste, de loja. Eu devia levar isso de boa, eu sei, eu sei, mas eu estou triste de verdade. Eu nunca viajei para o exterior, e eu estava planejando com o Rafael, e ela decide que vai. Eu sei, eu sei, não tem nada de mais, não tem nada de mais...

sábado, fevereiro 14, 2009

Pirenópolis

imagem por Maxxer_it

Estou em Pirenópolis entre os tucanos publicando este – como chama isso? - post, texto, recado, desabafo, manifesto. O homem está acabando com a natureza, não, brincadeira, vocês pensaram que eu ia fazer desabafo mesmo? Eu falei desabafo por falar, quer dizer, eu falo demais. Eu usei o termo desabafo porque eu estava listando vários potenciais sinônimos para usar no lugar de post, eu acho muito estranho falar post, esse internetês. Que legal, usar neologismo é legal, usar a palavra neologismo é legal também, mas acho que está chato essa... Esqueci a palavra, perguntei pra Gabriella, ela é vestibulanda, ela deve saber de figuras de linguagens e essas coisas, ela disse que está desconfiada que seja mesóclise. Ixe! Pesquisei na internet, nada a ver, mesóclise é aquele negócio doido que acontece quando fazemos um futuro com um pronome. Estou procurando na internet para achar a palavra, parece que essas vírgulas que eu uso chamam assíndeto, depois tenho que ver isso melhor. Estou falando desse meu negócio de falar sobre eu falar, essa ciclotemática, essa metatemática. Não achei na internet. Bem! Eu gosto de usar a palavra neologismo, mas não gosto dessa metatemática, isso é o que estava dizendo, mas pensando bem me irrita falar neologismo, coisa esquisita, traz recordações minha trágica infância no século vinte, sendo obrigado a ir para a aula. E pensando bem, metatemática é massa, pena que é um neologismo. O Felipe acertadamente falou que eu tenho a mania de construir bons argumentos, convencer e depois desconstruir e destruir o meu ponto totalmente. Mas acho que eu cada dia que passa estou fazendo isso de forma mais rápida e mais divertida.

Eu queria falar sobre ontem, foi uma noite cheia de temas para ser trabalhados por um artista sensível como eu. Peguei pesado com o João, droga, depois o arrependimento bate, é que ele falou que eu estava grilado com ele, e isso me deixou puto. O cara fica matutando loucura. Minhas vírgulas são uma maldição, eu não consigo usar ponto final. Pensando bem, talvez não exista muita coisa para falar sobre a noite de ontem.

Pirenópolis é... Sobre o que esse texto está falando? Não era esse o objetivo, ficar só nessa lenga lenga divertida e que levam os fãs a loucura, eu não sou comercial, eu sou underground. Juro que quando comecei a escrever eu planejava falar sobre as coisas, mas acabei me perdendo como um cachorro atrás do próprio rabo. E esse parágrafo ainda começa com Pirenópolis é e depois eu paro pra falar sobre eu não estar falando nada. Cansei!

Cansei não, olha eu aqui de volta, pessoal. Eu deveria ter usado... Rafael ligou no meu celular, é um longa história, tenho que ir agora, tchau. O Rafael está em Anápolis, vou lá buscar ele, o ônibus vai demorar. Tchau.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Confissões de um Grande Sujeito

Bem, preciso escrever algo hoje, mas não sei o que... Estava pensando em fazer um texto em louvor a mim, parece uma idéia interessante. Acho que vou fazer vários textos em louvor a mim, talvez um livro, mas não era esse o tema do blog? Não, isto foi só uma piada, é bom eu deixar algumas piadas claras, porque sei que muitas pessoas não pegam as piadas, talvez nenhuma, talvez eu esteja realmente fazendo piadas muito sem sentido, talvez alguém pegue, mas não tem problema, mesmo porque não são piadas, o meu ponto é que eu gosto de usar muitas vírgulas, meu ponto são as virgulas. Tudo bem, vou parar com tantas vírgulas. Encheu o saco já! O texto está ficando legal, mas sobre o que eu estava falando? Sobre nada, perguntei retoricamente. Ah, fazer um texto falando sobre mim.

O Luiz Felipe falou que eu sou pedante e falou mais um monte de merda de mim. Ele não poderia estar mais enganado. Explicarei quem sou eu, ninguém melhor do que eu para me conhecer bem, conheço-me a exaustão. Gosto de ser diferente, soaria comum dizer que eu não me conheço, formula manjada, não se conhecer não é mais poético como já foi um dia. De todo jeito, é mentira, retiro o que disse, não me conheço. Como eu poderia? Estou aprisionado dentro de mim, não é um bom angulo de visão, é até meio incômodo para dizer a verdade.

imagem por nrgthedude

Eu não sou pedante, na verdade eu sofro de autocrítica de uma forma que não se vê por aí. Os tiques nervosos que me fazem gritar pela manhã parecem ter algo a ver com ela. É doentio eu confesso. E quando eu falo em autocrítica doentia não estou falando só de auto análise constante, mas de auto questionamento, duvidar de si o tempo inteiro, sentir vergonha gigantesca pelos menores erros. E não usem isso como justificativa para a hipótese de que eu não tenha moderação. É justamente o contrário, eu tenho uma capacidade de julgamento fantástica em assuntos variados e não duvido disso. Mesmo com essa autocrítica obsessiva eu não posso deixar de acreditar que sou superior às pessoas que estão a minha volta, e não pense que estou falando das donas de casas, estou falando de todos, todos, todos, ou praticamente todos (existem exceções).

Agora preciso falar com os que pensam que sou muito duro quanto a filmes, que não reconheço o valor do As Loucas Aventuras de Bejamim Botão. É um filme bom em muitos aspectos. Contudo, entregar um prêmio de melhor do ano àquele filme é demais. Não que eu ache que isso não irá acontecer, pelo contrário, não vou com a cara do Óscar desde o estardalhaço do Titanic, e ainda temos o fiasco que foi Mente Brilhante ganhar o prêmio. Apesar de ser um filme interessante, ele é um filme pior que Doubt, pior que Gran Tourino (que tem seus defeitos), definitivamente pior O Leitor (The Reader). E não pensem que eu sou ou quero ser pessimista. Fui educado por Nietzsche para não cair nas garras do niilismo pessimista. Tenho horror ao pessimismo, eu sou bom humor total, alegria total, mesmo sendo suicida e depressivo. O mundo estava fadado à morte desde o início e as pessoas estão brutas e burras igual sempre. O otimismo supersticioso e o pessimismo niilista são igualmente fraquezas. Pronto, provei meus motivos de forma magnânima, com tamanha qualidade que tanto os que têm mais habilidades no âmbito da razão quanto os que menos têm ficarão convencidos que sou um grande sujeito.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Pré-socráticos

Não estava conseguindo ler o Hobsbawm e então fui para os pré-socráticos, o que foi mais fácil. Li depois outras coisas, estou lendo algumas e tal, estou conseguindo ler bem, o que é um alívio em muitos sentidos. Bem, os pré-socráticos eram uns malucos!

- Estou tentando lembrar como era este texto original, pois o apaguei por acidente. -

Fui testar minha mãe e perguntei para ela quem tinha dito que não se pode passar pelo mesmo rio duas vezes. Ela respondeu que não sabe, mas que só podia ter sido um maluco. Perguntei o porquê e ela: "ora, quando a gente vai para Estrela do Norte a gente passa pelo rio das almas depois a gente passa por ele de novo".

Tales disse que tudo é feito de água, mas eu acho que na verdade, isso por causa da minha posição moderna, que tudo na verdade é feita de água mineral tirando, é claro, o lado capitalista da água mineral. De acordo com Anaximandro tudo é feito de um só mesmo princípio (o que foi uma revolução), o ilimitado, o ápeiron. Já para Anaxímenes era o ar, e o ilimitado e limitado em grandeza e em quantidade. É engraçado verificar que as idéias que tornaram estes homens grandes filósofos são senso comum hoje em dia. Pitágoras além de criar o teorema de Pitágoras deu nome a seita fanática dos pitagóricos. Xenófanes de Colofão possuía o nome mais próximo do ideal de beleza da época. Já Heráclito, disse que tudo era feito de transformações e mudanças, para ser mais preciso: fogo. Parmênides descobriu que o que ser é, e o não-ser não é; de onde se conclui que o peso é ausência de leveza. Zenão inventou ótimos paradoxos, que, aliás, vão muito bem com tira gosto e uma cervejinha. Melisso de Samos eu não lembro, depois vou olhar e falo algo engraçado sobre ele. Empédocles trouxe a visão vigente atual de que tudo é feito de terra, água, fogo, ar e coração (amor e ódio). Filolau descobriu que não pode existir mais de uma coisa e que o movimento não existe. Para Anaxágora cada coisa é feito de tudo. Por exemplo: cadeira é feita de bacon, hambúrguer, batata palha, milho, ovo, cadeira, etc, onde a cadeira é o que prepondera. Leicipo diz que tudo é feito de átomos, visão que seria a mais aceita se não fosse por Empédocles e seus quatro elementos. Demócrito roubou a idéia dos átomos e acrescentou belos pensamentos de auto-ajuda.

- Não ficou idêntico, mas ficou bem próximo. Esta versão ficou até um pouco melhor! -

Estou puto!

Porra, que merda! Eu fiz um baita texto falando sobre os pré-socráticos e apaguei tudo sem querer, estou puto! Que merda! Depois eu faço tudo de novo!

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Dia de Inspiração

imagem por vgm8383

Dia de Inspiração

Sentar e escrever
uma bela poesia de amor
é um serviço impossível
nas tardes desta cidade.
Sento...
Caneta para simplificar
minha inevitabilidade..
- que baboseira -
Caneta é um punhal
que enfinco em meu peito!
- não -
Resolver problemas,
ir ao shopping
são para os saudáveis.
- não sei -
Estou perdido...
entre caneta e papel.
Para todo lado que olho
vejo paredes...
Vivo em um labirinto mofado,
sozinho e sem platéia.
- sim, sim, ótimo -
Reviro o cesto de lixo..
sonho encontrar um grande amor.
Acho alguns versos sem rumo:
Não saber dormir
é um charme que cultivo.
Não saber andar
é o meu último protesto.
Não saber amar é
minha saudade sem fim.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Uma Poesia

Não sei bem o que publico hoje... Vou por uma poesia minha que escrevi há muito tempo. Não que eu escreva desde muito tempo. Eu tinha que pensar em um bom título para ela...

imagem por anthlockton

Respiro por um fio imaginário que
leva o ar de um lugar infinitamente distante à
minha sustentação.
Carrego comigo o fardo de
um dia de um dia sindo alguém e
de ter andado por aí.
Carrego a desconexa lembrança de
chorar por noites, de viver por anos e de
gargalhar de coisas bestas da TV.
Carrego uma pequena ilusão de
um dia algo.
De dignidade só
uma coisa me resta,
um fraco e
único desejo:
viver...
.