Desventuras insólitas e sei lá...

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Elixir do Pajé

Esta é uma poesia do romancista e poeta brasileiro Bernardo Guimarães (1825-1984), autor de, entre outras obras, o romance A Escrava Isaura.

ELIXIR DO PAJÉ
Lasciva est nobis pagina, vita proba.

Que tens, caralho, que pesar te oprime
Que assim te vejo murcho e cabisbaixo,
Sumido entre essa imensa pentelheira,
Mole, caindo pela perna abaixo?

Nessa postura merencória e triste,
Para trás tanto vergas o focinho,
Que eu cuido vais beijar, lá no traseiro,
Teu sórdido vizinho!

Que é feito desses tempos gloriosos
Em que erguias as guelras inflamadas,
Na barriga me davas de contínuo
Tremendas cabeçadas?...

Qual hidra furiosa, o colo alçando,
Co´a sanguinosa crista açoitas os manes,
E sustos derramando
Por terras e por mares,
Aqui e além atira mortais botes,
Dando co’a cauda horríveis piparotes,
Assim tu, ó caralho,
Erguendo o teu vermelho cabeçalho,
Faminto e arquejante,
Dando em vão rabanadas pelo espaço,
Pedias um cabaço!

Um cabaço! Que era este o único esforço,
Única empresa digna de teus brios;
Porque surradas conas e punhetas
São ilusões, são petas,
Só dignas de caralhos doentios.

Quem extinguiu-te assim o entusiasmo?
Quem sepultou-te nesse vil marasmo?
Acaso p’ra teu tormento,
Endefluxou-te algum esquentamento?

Ou em pívias estéries te cansaste,
Ficando reduzido a inútil traste?
Por ventura do tempo a destra irada
Quebrou-te as forças, envergou-te o colo,

E assim deixando-te pálido e pendente,
Olhando para o solo,
Bem como inútil lâmpada apagada
Entre duas colunas pendurada?

Caralho sem tesão é fruta chocha,
Sem gosto nem chorume,
Lingüiça com bolor, banana podre,
É lampião sem lume,
Teta que não dá leite,
Balão sem gás, candeia sem azeite.

Porém não é tempo ainda
De esmorecer,
Pois que teu mal ainda pode
Alívio ter.

Sus, ó caralho meu, não desanimes,
Que inda novos combates e vitórias
E mil brilhantes glórias
A ti reserva o fornicante Marte,
Que tudo vencer pode: engenho e arte.

Eis um santo elixir milagroso,
Que vem de longes terras,
Transpondo montes, serras,
E assim chegou por modo misterioso.

Um pajé sem tesão, um nigromante
Das matas de Goiás,
Sentindo-se incapaz
De bem cumprir a lei do matrimônio,
Foi ter com o demônio,
A lhe pedir conselho
Para dar-lhe vigor ao aparelho,
Que já de encarquilhado,
De velho e de cansado,
Quase lhe sumia entre o pentelho.

À meia-noite, à luz da lua nova,
Co’os manitós falando em uma cova,
Ao som de atroz conjuro e negra praga,
Compôs esta triaga
De plantas cabalísticas colhidas
por suas próprias mãos às escondidas.
Este velho Pajé de piça mole,
Com uma gota deste feitiço,
Sentiu de novo renascer os brios
De seu velho chouriço.

E ao som das inúbias,
Ao som do boré,
Na taba ou na brenha,
Deitado ou de pé,
No macho ou na fêmea,
De noite ou de dia,
Fodendo se via
O velho pajé!

Se acaso ecoando
Na mata sombria,
Medonho se ouvia
O som do boré
Dizendo: — “Guerreiros,
Ó vinde ligeiros,
Que à guerra vos chama
Feroz aimoré”,
— Assim respondia
O velho Pajé,
Brandindo o caralho,
Batendo c’o pé:
— “Mas neste trabalho,
Dizei, minha gente,
Mais forte quem é?
Quem vibra o marzapo
Sem mais valentia?
Quem conas enfia
Com tanta destreza?
Quem fura cabaços
Com mais gentileza?”

E ao som das inúbias,
Ao som do boré,
Na taba ou na brenha,
Deitado ou de pé,
No macho ou na fêmea,
Fodia o Pajé.

Se a inúbia soando
Por vales e outeiros,
À deusa sagrada
Chamava os guerreiros,
Nos graus prazentivos,
De noite ou de dia,
Ninguém jamais via
O velho Pajé,
Que sempre fodia
Na taba ou na brenha,
No macho ou na fêmea,
Deitado ou de pé,

E o duro marzapo,
Que sempre fodia,
Qual rijo tacape
A nada cedia!

Vassoura terrível
Dos cus indianos
Por anos e anos
Fodendo passou,
Levando de rojo
Donzelas e putas,
No seio das grutas
Fodendo acabou!
E com sua morte
Milhares de gretas
Fazendo punhetas
Saudosas deixou...

Feliz caralho meu, exulta, exulta!
Tu que aos conos fizeste guerra viva,
E nas guerras de amor criaste calos,
Eleva a fronte altiva;
Em triunfo sacode hoje os badalos;
Alimpa esse bolor, lava essa cara,
Que a Deusa dos Amores,
Já pródiga em favores,
Hoje novos triunfos te prepara.

Graças ao santo elixir
Que herdei do pajé bandalho,
Vai hoje ficar em pé
O meu cansado caralho!

Vinde, ó putas e donzelas,
Vinde abrir as vossas pernas
Ao meu tremendo marzapo,
Que a todas, feias ou belas,
Com caralhadas eternas
Porei as cricas em trapo...
Graças ao santo elixir
Que herdei do pajé bandalho,
Vai hoje ficar em pé
O meu cansado caralho!

Sus, caralho! Este elixir
Ao combate hoje te chama
E de novo ardor te inflama
Para as campanhas do amor!
Não mais ficarás à-toa
Nesta indolência tamanha,
Criando teias de aranha,
Cobrindo-te de bolor.

Este elixir milagroso,
O maior mimo da terra,
Com uma só gota encerra
Quinze dias de tesão;
Do macróbio centenário
Ao esquecido marzapo,
Que já mole como um trapo,
Nas pernas balança em vão,
Dá tal força e valentia
Que só com uma estocada
Põe a porta escancarada
Do mais rebelde cabaço,
E pode um cento de fêmeas
Foder de fio a pavio,
Sem nunca sentir cansaço.

Eu te adoro, água divina,
Santo elixir do tesão,
Eu te dou meu coração,
Eu te entrego a minha porra,
Faze que ela, sempre tesa,
E em tesão sempre crescendo,
Sem cessar viva fodendo,
Até que fodendo morra!

Sim, faze que este caralho,
Por tua santa influência,
A todos vença em potência,
E, com gloriosos abonos,
Seja logo proclamado
Vencedor de cem mil conos.
E seja em todas as rodas
D´hoje em diante respeitado
Como herói de cem mil fodas,
Por seus heróicos trabalhos,
Eleito — rei dos caralhos!

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Atenção

Atenção, venho através deste informar a vocês que este é um blog orgânico, dinâmico, ou seja, várias das bem humoradas rabugices que publiquei aqui foram editadas e modificadas depois da publicação! Isso torna tudo muito mais divertido para vocês, fãs fanáticos, que podem ler e reler tudo que publiquei procurando as modificações, se divertindo com as diferenças e tentando descobrir os motivos que me impeliram a fazer tais mudanças. Grande parte das vezes eu modifiquei para ficarem mais claros os textos, corrigi também alguns erros de portuquês - que quase nunca ocorrem comigo por sinal. Este erro de português que fiz logo atrás, por exemplo, vou corrigir daqui a algum tempo se eu me lembrar de assim fazer. Erros de outras línguas também são corrigidos, erros de english, erros de sueco e, claro, erros do fantástico, belo e parafúdico polonês. O que estou fazendo? Meus leitores vão ficar assustados com essas piadinhas divertidas, eles não esperam isso de mim, eu tenho todo um estilo a conservar! Não fiquem assustados leitores, a vida é dura, mas todos vamos morrer, e morrer de fato, gosto de deixar claro, morrer, morrer, morrer!! Cada um de vocês vai ser comido pelos vermes*, e a Terra vai ser engolida pelo Sol, e Deus continuará sozinho no Reino dos Céus. Então era só isso que queria dizer mesmo, que este é um blog ranzinza, bem humorado, escrito por um suicida (por isso cuidado com as ofensas) e orgânico!

* Claro que existe a cremação e outras saídas mais criativas para o problema de ser comido pelos vermes.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Bom dia!

Bom dia amigos desse blog falido, muito divertido seria se eu continuasse com rimas, mas eu não sou divertido. Então, nessa falta de inspiração, vamos cantar uma canção. Do que estou falando? As pessoas vão pensar que eu sou alegre e feliz se eu continuar a falar loucuras como estas. Tenho que mudar para loucuras pesadas, irônicas, tortas e perdidas.

Estou com medo, de acabar a inspiração e não conseguir manter o blog com vários posts semanais como eu tanto gostaria. Eu fiz um dia desses uma poesia extremamente boa, ela certamente está entre as melhores poesias já escritas em língua portuguesa. Se todos pedirem em coro que eu publique essa poesia que é uma das coisas mais perfeitas, simétricas e malucas e sem rumo já feitas na face desse planetinha poluído eu talvez publique. E talvez eu publique se ninguém pedir também. Tudo depende de mim, que sou o Todo Poderoso do meu blog.

Vamos continuar falando assim mesmo, sem inspiração e sem direção. Estou comendo uma maçã, ela está muito saborosa, apesar que está levemente macia. Acordei tem menos de uma hora, ou seja, acordei pouco tempo depois da uma hora da tarde, ou seja, acordei bem mais cedo do que de costume, ou seja, eu geralmente acordo pouco antes de anoitecer. O tempo hoje está friozinho, o que é bom, começou a chover agora, será que a chuva vai aumentar? Escrever, escrever, o que escrever? Vejamos, pensemos, escrevamos! conjugação é complicado, acho que vou usar este padrão ortográfico alternativo, vou usar virgulas adoidado, e não vou usar letras maiúsculas, e vou usar vários ês, e outras maluquices, e vai ficar uma merda, mas vai ficar bom - apesar de tudo, ainda posso usar alguns pontos finais, é claro, quando me parecer adequado - (risos) os letrados burgueses que pouca intimidade têm com a língua não devem estar entendendo nada do meu estilo, alguns podem inclusive estarem nervosos comigo. que droga! o edinho tá me enchendo o saco dizendo que eu estou pagando pau para o lindomar, mas eu gosto do que ele escreve. merda, e este texto em alguns pontos lembra os dele, sei lá, merda! está vindo aquele arrependimento e vergonha suicida, droga! tudo bem, acalma leonardo! qual o problema? não há problema algum! passou, passou...

olhem, leitores, essa poesia de autoria do lindomar, que coisa interessante:

OS NÁUFRAGOS
José Lindomar Cabral

... sou um náufrago: uma aquática criatura que escreve,
um amontoado de palavras aquosas aglutinadas
em estado sólido, um misto de barro modificado,
transformado em carne, H2O em estado líquido,
alma, vulgo intelecto e Assopro, porém também
sinto-me como um peixe geneticamente aperfeiçoado
a nadar nas águas etéreas e turbulentas
- etéreas, mas águas ainda e assim mesmo –
desses oceanos Desatlânticos e Impacíficos,
oceanos estes que os desavisados
(que nem sabem, coitados, que são peixe)
denominam sonambulamente de Tempo e Espaço...

segunda-feira, janeiro 26, 2009

um diálogo

Leonardo Priori: Você toma Santo Daime, Lindomar?
José Lindomar: não amigo, pelo contrário, o Daime Santo
é quem me toma pelos anais, vagínicos
e apertadíssimos orifícios
dos seus hermafroditas e delirantes cipós...
Leonardo Priori: pensei em te dizer kkkkkkkk, mas sabia que não seria o mais apropriado devido as circunstancias de contemplação e alegria que atingi através de suas nobres e sábias coisas que você põe na internet, assim resolvendo dizer isto que digo
José Lindomar: Olha, quando sentir de me dizer algo, não deixe de dize-lo apenas por não achá-lo apropriado, pois o ar não me pega nem eu a ele, quando me dizem coisas impróprias ou inadequadas...
Leonardo Priori: realmente errei. eu disse "apropriado" em um outro sentido, algo existencial e irônico, mas meu caro amigo tem rigor filosófico e sabe o dia certo (mesmo que absurdamente torto e incorreto) de ir de pijama ao trabalho!

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Modéstia

Dois amigos me disseram que estou sendo superficial em minhas críticas de cinema no blog e tal. Eu sei que fui eu quem começou a briga não usando os pronomes de tratamento adequados. E que devo parecer abusado listando os filmes e falando deles de forma tão sucinta e às vezes só falando se gostei ou não. Listar filmes que tenho assistido é a idéia manifesta dos posts, não é para fazer pose, tem filme que eu nem falei se gostei, só falei que assisti, o blog é autobiográfico e, como eu disse antes, tenho assistido muitos filmes nestes dias ociosos. Disseram basicamente que estou sendo superficial, que não tenho autoridade, que preciso conhecer mais de Godard. Acho que o problema é que avalio rápido, em um post eu falo de muitos filmes. Mas chegaram a citar alguns filmes que eu interpretei com negligência. Um falou que eu não soube analisar o Rambo, que o filme é a aventura de um herói que nos faz pensar em nossa existência (foram estas as palavras dele), que mesmo uma idéia rebuscada pode ser transcrita em uma linguagem simples. Bem... (risos) Ele me confessou depois que estava um pouco bêbado no dia que conversou comigo no msn. A outra pessoa falou que eu não entendi o [Rec], que é uma parodia ao cinema, filme muito inteligente e "conceituadisssiiiiimmmmooo". Esses filmes inteligentes são problemáticos! O Egle Eye dizem que também faz referencia a um monte de coisas do cinema, o que para mim parece uma tentativa de enganar os um pouco mais espertos. Além de que algumas vezes existem "empréstimos" artísticos com objetivos mal intencionados que estão mais para cafajestagens e roubos artísticos. E não sei, [Rec] me parece um filme de terror "normal". Engraçado, fizeram uma versão americana dele. Não, não é ironia minha! Foi exatamente isso que aconteceu. Pagaram os diretos, modificaram um pouco o roteiro e refilmaram o filme. De toda forma vou procurar ter um pouco mais de cuidado e eufemismo em minhas críticas, às vezes posso viajar na maionese. Ainda bem que não falei sobre o filme do Batman, se falasse mal do cavaleiro das trevas teria muita frustração!

Não tenho conhecimento profundo sobre os diretores, opinião dos críticos, prêmios e tal. Provavelmente vou começar a ter isso a partir de agora graças à pirataria. Para ser sincero só depois de elogiar no blog o Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men) fui saber que ele tinha ganhado Oscar. Eu costumava confundir o nome desse filme com o de outro, provavelmente já tinha visto por ai que ele tinha ganhado e não reparei bem. Contudo acho que tenho boa percepção para cinema - sei que posso me arrepender desta imodéstia mais tarde.

Tem amigos que pensam que sou quase um intelectual. O conhecimento é ótimo, mas estou mais para ignorante que para culto. Eu leio muito pouco, um ou dois livros por mês. E isso porque eu conto com muito tempo de sobra, tenho dificuldade com leitura, imagino que leia mais lento que grande parte das pessoas que acessam este blog. Sei pouco de história, sairia mal em uma prova de vestibular. Nunca posei de intelectual, isso é confusão que fazem. É que eu não assisto TV; não suporto novela; desde criança não gosto de futebol; sou ateu; não aceito certos discursos. Essas coisas que fazem minha fama para alguns de intelectual e para outros de pedante. Eu não sou intelectual e nunca fingi ser um, eu sou um gênio.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Chiqueiro

Esse lugar é um chiqueiro, as ruas e as calçadas de Anápolis são todas quebradas, cheia de buracos. Ontem um menino burro que estava conosco bebeu demais, deu trabalho e fez um cara ir com uma arma para cima dele. Um cangaceiro e um bebum. O cangaceiro era filho de delegado ou coisa assim (o que certamente tem alguma ligação com o intelecto desta pessoa e o fato dela carregar uma arma no carro). Já o bebum, ele tinha acabado de fazer prova da OAB, bebeu demais, além de quase levar um tiro, quando foi embora, pelo que ouvi dizer, atropela um motoqueiro. Presenciei muitas histórias do tipo. Psicólogos, advogados, amigos próximos, pessoas bem vestidas, pessoas de todo tipo envolvidas em confusões, viciadas, devendo dinheiro para agiota mala, juradas de morte, carregando armas no carro, usando drogas pesadas freqüentemente, quebrando garrafa na cabeça. Assassino querendo nos convencer na mesa de bar que Deus existe e que todo mundo tem um preço, completamente cego em sua falta de caráter. Na nossa mesa a maioria é órfão de pai alcoólatra e todos fumamos. E por algum tempo eu não percebi a realidade, aceitei tudo naturalmente, como se precisasse demonstrar força. Para falar a verdade quando não estou muito envolvido geralmente não sinto medo algum, às vezes até relaxo. Às vezes o animal nervoso aponta o dedo para a cara do outro e diz que o outro não é homem. Eu encosto-me à cadeira e a cerveja desce mais gostosa que de costume. É como se eu tivesse recebido a reposta da minha pergunta sobre o ser humano e sobre a minha insignificância. Contudo ainda não deixo de ter nojo, asco dessa pobreza de caráter que é vista em todo lugar, não só na violência explícita, mas também na fé religiosa, na ganância dos alegres displicentes, na futilidade dos belos, na preguiça dos pobres, na burrice de todos. Este lugar fede!

domingo, janeiro 18, 2009

Sei Lá!

Olá você! Estamos aqui de volta com mais da desastrosa vida de Leonardo Priori!

Assisti mais outros filmes depois do último post. Não agüento mais falar sobre cinema! Mas assisti o Último Tango em Paris, ótimo filme; Revolutionary Road, filme bom (depois vou fazer um crítica mais precisa sobre este filme no blog); Slumdog Millionaire é bom, médio; Blue Velvet, bom também; documentário do Rolling Sotnes; The Machinist, fraco; e um Woody Allen. Único filme realmente muito bom destes é o Último Tango em Paris, mas vou indicar um outro Woody Allen para não ficar um post só com uma indicação. Procurem assistir o Bullets Over Broadway (Tiros na Browadway)! Ah, eu também reassisti o Lanranja Mecanica e assisti um filme chamado Você é Tão Bonito (Je Vous Trouve Très Beau ), Laranja Mecânica é certamente o meu meu Kubrick favorito e um dos meus filmes preferidos em geral.

Férias é muito bom, tenho pensado cada dia menos em suicídio, estou me curando! (risos) Tenho que ler uns livros, mas me sinto sem folego! Meus tiques nervosos continuam bastante presentes! Tudo bem! Estava pensando, as pessoas até que me dão muita atenção, elas gostam de mim! Sei lá! Estou sentido falta de dinheiro nestas férias, queria ir mais para Piri, Goiânia, ir em alguns lugares melhores!

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Cinema

Eu não deveria falar tanto de cinema. Mas é que eu tenho passado meus dias, na internet, vendo filmes, ouvindo música, lendo livro e às vezes saindo pra beber. E não tenho muita segurança pra falar de livros e música, então falo sobre filmes.

Assisti mais alguns filmes estes últimos dias. Rec é fraco, é um filme de ação, terror, suspense que finge ter sido feito com uma câmera que um dos personagens carrega. Tipo a Bruxa de Blair ou Cloverfield - O Monstro. O único desses filmes que é bom é o Bruxa de Blair, que é bom por acidente. Me parece que a falta de recursos impediu os diretores cometessem alguns erros e exageros que esses outros dois filmes praticam.

The Curious Case of Benjamin Button é sobre um cara que nasce velho e cada dia que passa fica mais novo. É um filme bom pela idéia principal e pelos efeitos especiais, maquiagens, tem um estilo e tal. Consegue-se fazer esta história fantástica com um realismo, e o filme diverte. Mas o enredo é fraco, as dificuldades que o personagem passa por ficar cada dia mais novo não são suficientes para uma boa trama dramática. É melhor que Homem Bicentenário, mas é pior que o divertidíssimo Forest Gump.

Mutum eu adorei, isso porque eu vi aquele filme e senti a fazenda, o mato, o barulho e o sofrimento e a alegria das pessoas. Quem conhece o interior precisa ver o filme. Parece que é a primeira vez que esse universo é colocado nas telas de cinema, Os Filhos de Francisco, por exemplo, é muito artificial e não chega aos pés de Mutum. Gomorra é um filme italiano sobre a máfia Camorra, é bom. Vi o filme do The Doors, gostei. O filme escolhe por mostrar só a parte singular do The Doors, o que o Jim Morson, mais precisamente, tem de único e de diferente. Por não mostrar o lado pessoa normal do Jim Morson que o filme ficou tão bom, e por isso também, ele é um filme corajoso. Vi Tequila Sunrise, uma besteirinha antiga, legal.

The Sheltering Sky é muito bom. Logo no início do filme um dos personagens principais explica a diferença entre viajante e turista: "Turistas são os que pensam voltar para casa assim que chegam. Enquanto um viajante pode nunca chegar a voltar." Essa fala parece dizer muito sobre o filme, o filme é sobre um casal viajantes americanos na África. A possibilidade de turismo ganhou muita força no século XX, antes disso o turismo de grandes distancias era muito raro, e o filme é também um épico que se passa logo depois da Segunda Guerra. Tá, tá, eles não são turistas, como a fala explica, mas eles ainda não estão viajando fugindo de fome, pestes ou guerras, eles estão viajando para conhecer outros lugares e com muito dinheiro de sobra por sinal. E assim como Mutum mostra o som da fazenda e outros detalhes, esse mostra a areia, o vento, os sons da África, suas belas paisagens. O drama também é interessante. Como seria um casal de artistas tendo problemas conjugais na África? O filme trabalha um pouco com isso. Vi também outro filme do mesmo diretor (Bernardo Bertolucci), o Stealing Beauty, filme bonito, sensível que trabalha com muito bom gosto a história de uma menina maconheira que viaja para uma fazenda na Europa cheia de artistas e naturistas que ficam tomando banho pelado. Risos, o filme é sensível e bonito sim, perdoe a minha brincadeira.

Assisti Romance X, é um filme europeu cheio de sexo. O que é legal! O sexo é uma das grandes fontes de problemas, aventuras, dor. E o sexo tem de ser mostrado de forma mais honesta, sem censura e receios. O cinema ainda tem muito pudor com o assunto. Contudo o filme não é muito bom, ele faz uma caricatura deste meu argumento e choca quem assiste. Mas o maior defeito não é este. O drama é fraco e a personagem principal declamando, narrando no filme, apesar de ser interessante em alguns momentos, é fraco e torna o filme falastrão.

Chorei ao reassistir a La Vita è Bella. O filme é uma comédia alegre e em muitos pontos é uma comédia simples (Benigni é quase um Didi), porém tem uma profundidade interessante. Fale o meu nome e eu deixarei de existir, quem sou eu? O silêncio! Imagine um grande e nobre homem sendo apagado e esquecido, essa é a grande dor dos campos de concentração. Engraçado que o Benigni no filme faz piada até do próprio otimismo, isso quando tenta usar o poder da mente para espantar os cachorros alemães que iam denunciar o esconderijo de seu filho. É um humor, é um Chapplin, é um fábula, e assim ele emociona e entristece a quem assiste.

Assisti dois Jean-Pierre Jeunet, La Cité Des Enfants Perdu (O Ladrão de Sonhos), muito bom e Le Fabuleux Destin D'Amelie Poulain (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), muito bom também. Vi Goodfellas é bom. Vamos ser um pouco mais rápido, o post está ficando muito longo. New York Stories é um arranjo de 3 curtas dirigidos por Woody Allen, Copola e Scorcese, então o filme é muito bom. Cão Sem Dono eu gostei bastante. Persepolis é ótimo, muito bom.

E Woody Allen! Tenho assistido muito Woody Allen e pretendo assistir mais. Quanto ao comentário da leitora, sim, acho que tem razão. Nem sei bem o que queria dizer com ser um filme com menos humor. Bem que acho que disse isso porque os filmes dele geralmente são sobre desventuras; sobre a vida cotidiana ser um desastre; de que nós estamos sempre devaneando com romances sem futuro; termos muito orgulho pelo que dizemos e pensamos; que somos egocêntricos, delirantes e triviais. Já em Vick Cristina Barcelona, apesar de toda tragédia final, há uma grande aventura na Espanha, sei lá, não é tão cotidiano! Menos humor, mais aventura. Bem que não tem menos humor mesmo, por que eu fui falar um negócio desses?

terça-feira, janeiro 13, 2009

Alergia e Mofo

Eu tenho alergia demais! Se eu dormir com uma coberta velha eu acordo com febre. E eu sempre espirrei! Agora por exemplo, estou mal, espirrando alto, mexendo no nariz. Meu quarto tem terra, uma terrinha em cima de tudo! Tem algo a ver com esse telhado, ele tem algum problema, isso só dá no meu quarto. Estou pensando em tirar esse forro e colocá-lo de novo, eu só não sei como se faz isso. E a Mariinha não trabalha mais aqui, então está tudo muito sujo. Estou puto! Às vezes grito de raiva! Ou melhor, não está mais sujo neste momento, porque limpei, ou minha mãe limpou, ou nós limpamos, mas a alergia continua me enchendo. Eu queria dormir e agora não consigo, por que estou... Não sei como se chama isso, estou fungando e adoentado de alergia. E mesmo se eu ficar longe de mofo eu não melhoro. Preciso de um dia sem mofo para voltar ao normal. Isso é muito pior que soluço. Preciso ganhar dinheiro, ter um guarda-roupa ereto, com portas que fecham, gavetas que funcionam. Preciso de um armário para meus livros. Preciso morar em um apartamento, tomar vinho, ouvir música em um bom aparelho de som, uma boa TV! Morar na Europa, talvez no interior de um país importante de lá, interior é mais silencioso. Eu poderia morar em uma capital em um apartamento com um bom isolamento acústico. É divertido escrever, simular um delírio para fazer uma metáfora sobre a condição humana. Quanto a Europa eu forcei um pouco, mas essa alergia estava me estressando mesmo.

sábado, janeiro 10, 2009

Adoro Cinema

Vou confessar um segredo... Não gosto de Chaves, nunca gostei. Mais um desses segredos que eu vivo esbravejando, mas Chaves... Chaves é só acidentes com bola e torta! Não dá, não rola! Outro segredo, esses desenhos da Pixar e Dreamworks não são grande coisa. Sempre assisti e defendi, mas acho que gostava mais do discurso do que me divertia com os filmes. As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy ganha de dez a zero de qualquer Era do Gelo ou similar. Wall-e é um filme bom, ele é muito bom até o meio, mas mais para o fim ele fica besta, fica comum.

Então eu vi no adorocinema, um dos grandes sites de cinema, três seleções de filmes por três caras que supostamente entendem de cinema. Listas ordenadas dos dez melhores filmes de 2008.

Francisco Russo: Rebobine, por Favor; Wall-E; Romance; Vicky Cristina Barcelona; Longe Dela; O Menino do Pijama Listrado; Batman - O Cavaleiro das Trevas; Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet; Juno; Meu Nome Não é Johnny

Roberto Cunha: Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto; Batman - O Cavaleiro das Trevas; Juno; O Sonho de Cassandra; O Menino do Pijama Listrado; Homem de Ferro; Vicky Cristina Barcelona; O Orfanato; Romance; Kung Fu Panda

Rodrigo Fernandes: Sangue Negro; Juno; Ensaio Sobre a Cegueira; A Banda; Batman - O Cavaleiro das Trevas; Na Natureza Selvagem; O Gângster; Paranoid Park; O Nevoeiro; O Escafandro e a Borboleta

Estas listas acabaram me irritando! Primeiro por causa de Juno. O filme como eu disse anteriormente tem uma personagem um personagem uma personagem principal muito boa e um final que salva um pouco. Contudo o drama central é fraco, banal. É um filme bom, mas quando eu só digo que o filme é bom o que quero dizer é que o filme é médio. E mais, Kung Fu Panda está entre os dez melhores filmes do ano? Wall-e é o segundo melhor filme? Batman e Iron Man são melhores que Vicky Cristina Barcelona? Onde estas pessoas estão com a cabeça!? É um trabalho difícil dar notas e fazer listas de filmes, mas eu nunca seria um destes que dizem que é errado avaliar filmes ou que é errado fazer listas.

E como seria a minha lista? Eu sinto que vi muito pouco filme para fazer uma boa lista e acabaria colocando alguns filmes que nem gostei tanto! Também não sei bem quais são os filmes de 2008, mesmo porque vejo que muitos dos filmes destas listas anteriores já tinham lançados em 2007 fora do Brasil. Devo parar de papo furado e falar logo a minha lista. Mas é foda! Droga! Eu colocaria o Vick Cristina Barcelona, talvez até em primeiro; colocaria Persepolis; No Country for Old Men, filme que parece que ninguém gostou mesmo; talvez American Gangster; talvez There Will Be Blood; com certeza o 4 Luni, 3 Saptamani si 2 Zile; Sweeney Todd provavelmente. Eu até ia fazer a minha lista para este post, mas eu vou deixar para mais na frente, porque tem muito filme de 2008 para assistir ainda.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Palestina

Tanto os atuais inimigos dos judeus quanto os anteriores gostam muito de suicídio, a diferença é que o Hitler não era do tipo que se explodia com um ônibus. E essa situação atual tem deixado os judeus muito nervosos. Tudo começou depois da segunda guerra quando, como diria um amigo, a "massônica e hematófoga" ONU resolveu criar um país em um cemitério indígena e deu de presente para os judeus. Então os judeus foram para Israel e mandaram o pé na bunda dos nativos punks da região. Claro que de acordo com os judeus a história é outra. Eles argumentam que moravam lá antes dos árabes e que aquela é a terra deles, o que é mais parece um eufemismo para: Deus Grande disse que somos o povo escolhido e ordenou que matássemos os infiéis. Mais ou menos a mesma coisa que Deus disse para os muçulmanos. Por isso eles trancaram os árabes em um super campo de concentração com a maior densidade demográfica do planeta (lembrei daquela piada que depois que o argentino diz para o gênio da lâmpada fazer um muro em volta da Argentina o brasileiro pede "agora enche d'água").

Engraçado, acho que os melhores judeus são realmente ateus. Temos, por exemplo Freud, Marx e Woody Allen. Einstein não era um ateu assumido, mas sabe-se que ele gostava de trocar cartas com seus amigos dizendo que Deus é coisa de gente burra e que "a religião hebraica é assim como todas as outras uma encarnação das mais infantis superstições".

Filmes 2

Na verdade este post é do ano passado, eu escrevi, mas não publiquei. Agora vai!

Não deu para assistir o Rede de Mentiras, então deixa pra depois. Assisti o Transporter 3 (Carga Explosiva 3), é uma porcaria sem tamanho, as lutas tem tantos cortes que vira piada, a atuação é digna de filme pornô. Assisti também o Vicky Cristina Barcelona do Woody Allen, porra, o cara tá mudado, está fazendo coisas diferentes. O filme é ótimo, genial. A diferença é que o Woody Allen está mais pesado, com menos humor. As suas histórias agora é sobre assassinato, suicídio. Espero que venha mais filmes como este e como o Match Point.

Continuando aquela minha salada de críticas que comecei em outro post. Wall-e é legalzinho, tem um final ridiculamente otimista, mas tudo bem, é da Disney. LEnfer (Inferno) é legal. Rambo 4 é tão ruim quanto o Transporter 3, talvez Sylvester Stallone seja tão burro quanto a sua deficiência faz parecer, apesar de eu preferir pensar que atrás daqueles músculos há um homem sem sorte. There Will Be Blood (Sangue Negro) é muito bom, apesar que aquele pastor poderia ter sido melhor realizado, e tem uma estranha quebra na história perto do final. Superbad eu gostei bastante, gosto destas comédias de adolescente. No Country for Old Men (Onde os Fracos Não Têm Vez) é muito muito bom também, é um faroeste em uma época mais recente. Juno é quase bom, a personagem principal faz o filme, o roteiro ficou fraco. "4 Luni, 3 Saptamani si 2 Zile" é ótimo, filme pesado, sobre aborto. O Cheiro do Ralo é bom também, não sei se o Selton Mello foi uma boa opção para o personagem, mas talvez é besteira da minha cabeça. La Faute A Fidel (A Culpa é do Fidel) é ótimo, o tema lembra O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, mas aquele é muito melhor, na verdade eu nem gosto deste filme brasileiro que não falarei o nome aqui por ser muito comprido, tudo bem, falarei, O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias. Dans Paris (Em Paris) é bom também. Speed Racer é bom também. Documentário do Bukowski é bom também. Cronicamente Inviável não sei o que dizer, não é muito bom, mas tem algo de bastante certo em algum lugar ali, talvez sejam as atuações que estão estranhas, não sei. Das Leben der Anderen (A Vida dos Outros) muito bom, ótimo. Iron Man, bão também. Meu Nome Não e Johnny não devia ter este título, o título trás uma expectativa que não bate com o filme, que é um drama sobre drogas. Natural Born Killers, bom, é tipo as coisas do Tarantino, o roteiro é dele aliás. The Wind That Shakes The Barley, bom. 3:10 to Yuma (Os Indomáveis - 2007), lixo, grandes atores e tudo mais, mas é um lixo sem nexo. Hitman é fraco. The Heartbreak Kid é legal, deve ser legal. Acho que não valeu a pena você ter lido este parágrafo. Você não tem mais o que fazer?

E fora este monte de filme que ví de uns meses para cá, tem outros filmes, alguns documentários, vários filmes mais antigos, clássicos e alguns filmes que assisti “fora de casa” (não se preocupe se não entender o que eu quis dizer com isso). Então note aí: Vicky Cristina Barcelona, Match Point, There Will Be Blood, No Country for Old Men, "4 Luni, 3 Saptamani si 2 Zile", Das Leben der Anderen.

domingo, janeiro 04, 2009

Pirenópolis

Acabei de chegar de Piri. Estou cada dia mais saudável, estou até queimado de sol! Nadei, andei utilizando as pernas, nadei, estou até queimado de sol! Viva a natureza, viva a saúde!

Um dia a noite lá em Pirenópolis depois da bebedeira a gente animou sair de carro, mas acabamos não saindo. Eu não estava conseguindo manobrar. Falei para o Rafael tirar o carro, ele dirige melhor. Então a voz do Jader, "vai tirar não", "a noite foi legal, bagunça não", "se quiser sair sai a pé". Depois do sabão o Jader vai para o quarto, animado já deveria imaginar a repercussão que haveria no dia seguinte. Abre a porta e entra, dá uma olhada em volta, tinha entrado no quarto errado, já não parecia tão valente! Foi engraçado!

Nossa, eu devia dar um jeito neste quarto, muita bagunça, merda! Qualquer hora eu arrumo! Acho que estou sem assunto, então tchau!

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Querido blog!

Querido diário público digital! Ontem foi um desastre parecido com o do réveillon. Fomos para Goiânia, lá não tinha nada, voltamos, aqui não tinha nada, ficamos chapados. Hoje comecei a reforma na minha vida. Acordei ruim, espirrando. Já vi muitos quartos bagunçados, mas nenhum igual ao meu. Então tive que ir ao centro comprar uma estante e pastas para tirar essas papelaiadas do chão. Isso que eu já tenho uma mesa para o computador e uma máquina de costura onde fica a maior parte do meu precioso lixo. Meu lixo é uma mistura de livros que não li, coisas antigas da faculdade, contas de telefone, etc. Voltei sem a estante. A Mariinha tirou minhas coisas do quarto e pois no chão aqui fora pra ver se elas perdem um pouco da umidade. Fim!

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Réveillon


Era dia 31 de dezembro, era ontem, quase noite, e eu estava lendo rápido porque tinha prometido para mim mesmo que terminaria aquele livro em 2008. A leitura estava muito difícil por causa do sono. Depois que terminei de ler pensei em dar o bolo em todos e dormir, tinha ninguém aqui em casa e eu talvez só fosse dar uma acordadinha por causa dos fogos a meia noite e depois voltava a dormir. Seria uma virada de ano memorável, fabulosa, mas a consciência pelo MSN me dizia que eu precisava me animar, que não posso passar o réveillon sozinho, que isso é degradante. E como não há livre arbítrio, eu não passei o réveillon na minha cama. O Felipe chegou, eu me arrumei e fomos ao Edinho, ficamos lá um tempo e decidimos ir para Pirenópolis. Por volta de 11:30 estávamos saindo daqui, a virada foi na estrada e não conseguimos festejar direito, isso porque não tínhamos champanhe, estávamos no carro, não havia fogos e cada um de nossos relógios discordava vários minutos dos outros relógios. Você acha isso degradante ou fabuloso?

Tinha a rave que os meninos estavam falando, mas estou velho, não tenho mais saco para porcaria. Estou cansado de muita coisa. Estou cansado até de bebida vou confessar, bem que eu tenho confessado isso o tempo inteiro. Meu corpo está fraco, tenho que começar a dar o bolo no povo. Precisava de uma namorada, onde será que eu arrumo uma? Tenho que comer mais legumes, fazer exercícios, começar a ouvir música idiota, rir do Zorra Total, ganhar muito dinheiro e ter mais paciência com filas.