Desventuras insólitas e sei lá...

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Pirenópolis e Lágrimas

Como diz aquela música, fico tão triste quando chega o carnaval! Nunca vi tanta gente pedindo quanto ontem em Pirenópolis, uns dez apareceram pedindo cigarro, vários pedindo dinheiro para inteirar uma pinguinha. E eles falam pinga sem receio, orgulhosos exibindo sua própria honestidade e forçando a responsabilidade de recompensá-los pela virtude de não enganar. Os banheiros acabados, destruídos, com o chão empossado, um cheiro insuportável. Mendigos dormindo pelas calçadas, gente machucada (tinha um cara caído com a cabeça sangrando), gente brigando, muita droga. Policiais, confusão e sujeira por toda a cidade. Uns amigos me contaram que na sexta-feira um cara tinha defecado e urinado na calçada do lado da mesa deles. Carnaval é a pior época do ano. Garotos bêbados fazendo algazarra e tentando beijar estranhas que fogem perdidas. Não que eles não consigam sucesso, as crianças bêbadas sempre encontram umas doidas. É carnaval! O povo está a sambar! É a época da paquera e do flerte. Festa da carne! E do vinho! E eu solitário, isolado, odiando a tudo...

4 comentários:

Anônimo disse...

Nada contra Pirenópolis, justamente o contrário. Porém não agora, nesse tempo de carnaval. Concordo em tudo sobre o texto. Estou em Brasília, fugindo das comemorações de então. Espantoso como aqui não se vê ninguém na Biblioteca Nacional, nem na Catedral, no Museu, no Parque.
Estão todos em Pirenópolis, Chapada, Salvador, etc..
Todos!


Abraços por trás
Leandro Mota

Rafael disse...

Como um vendedor de telemarketing ou vendedor de seguros que comemora o sucesso em ter vendido vários milhares de reais naquele mês, um conquistador me diz que beijou dez ou vinte num dia de carnaval.
Presenciei a cena de uma aproximação de um rapaz a uma garota. Ela se sentiu mal. Ele aproximou mais ainda e deu um sorriso. Ela deu um sorriso forçado e protegeu os seios de serem tocados. Ele forçou um toque, a abraçou e num movimento rápido tentou beijá-la. Ela se esquivou uma, duas, três vezes e finalmente, totalmente sem graça, pos seu corpo a fugir do invasor, porém, por motivos misteriosos, cedeu um beijo. Dois minutos depois, o papo acabou. Ele de um lado, feliz, contando aos amigos e ela de outro, sem graça, arrumando o cabelo.
Que vida!

Rafael disse...

E aí, o que rola hoje? Vou pra anápolis!

José Lindomar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.