Desventuras insólitas e sei lá...

sábado, fevereiro 14, 2009

Pirenópolis

imagem por Maxxer_it

Estou em Pirenópolis entre os tucanos publicando este – como chama isso? - post, texto, recado, desabafo, manifesto. O homem está acabando com a natureza, não, brincadeira, vocês pensaram que eu ia fazer desabafo mesmo? Eu falei desabafo por falar, quer dizer, eu falo demais. Eu usei o termo desabafo porque eu estava listando vários potenciais sinônimos para usar no lugar de post, eu acho muito estranho falar post, esse internetês. Que legal, usar neologismo é legal, usar a palavra neologismo é legal também, mas acho que está chato essa... Esqueci a palavra, perguntei pra Gabriella, ela é vestibulanda, ela deve saber de figuras de linguagens e essas coisas, ela disse que está desconfiada que seja mesóclise. Ixe! Pesquisei na internet, nada a ver, mesóclise é aquele negócio doido que acontece quando fazemos um futuro com um pronome. Estou procurando na internet para achar a palavra, parece que essas vírgulas que eu uso chamam assíndeto, depois tenho que ver isso melhor. Estou falando desse meu negócio de falar sobre eu falar, essa ciclotemática, essa metatemática. Não achei na internet. Bem! Eu gosto de usar a palavra neologismo, mas não gosto dessa metatemática, isso é o que estava dizendo, mas pensando bem me irrita falar neologismo, coisa esquisita, traz recordações minha trágica infância no século vinte, sendo obrigado a ir para a aula. E pensando bem, metatemática é massa, pena que é um neologismo. O Felipe acertadamente falou que eu tenho a mania de construir bons argumentos, convencer e depois desconstruir e destruir o meu ponto totalmente. Mas acho que eu cada dia que passa estou fazendo isso de forma mais rápida e mais divertida.

Eu queria falar sobre ontem, foi uma noite cheia de temas para ser trabalhados por um artista sensível como eu. Peguei pesado com o João, droga, depois o arrependimento bate, é que ele falou que eu estava grilado com ele, e isso me deixou puto. O cara fica matutando loucura. Minhas vírgulas são uma maldição, eu não consigo usar ponto final. Pensando bem, talvez não exista muita coisa para falar sobre a noite de ontem.

Pirenópolis é... Sobre o que esse texto está falando? Não era esse o objetivo, ficar só nessa lenga lenga divertida e que levam os fãs a loucura, eu não sou comercial, eu sou underground. Juro que quando comecei a escrever eu planejava falar sobre as coisas, mas acabei me perdendo como um cachorro atrás do próprio rabo. E esse parágrafo ainda começa com Pirenópolis é e depois eu paro pra falar sobre eu não estar falando nada. Cansei!

Cansei não, olha eu aqui de volta, pessoal. Eu deveria ter usado... Rafael ligou no meu celular, é um longa história, tenho que ir agora, tchau. O Rafael está em Anápolis, vou lá buscar ele, o ônibus vai demorar. Tchau.

Um comentário:

leitora disse...

desculpem-me meu coment "utilidade pública", mas alguem aí sabe dizer alguma coisa o sobre o festival de Jazz de Pirenópolis... quando? como? quem?

Merci!