Desventuras insólitas e sei lá...

terça-feira, março 24, 2009

Lagarta

Blablablabla, blabla blablabla - estou tentando pegar um embalo para ver se sai alguma coisa hoje neste blog. Blablabla blablablabla. Sobre o que falar? Vou procurar algo no google para eu dar a minha visão sobre as coisas... Vou procurar uma imagem e vou me inspirar na imagem. Porra, não, não existem imagens interessantes!

Pessimismo é algo que pode render algum texto. Bem! As coisas não dão em nada, gente! Que bobagem! Claro que dá! É que algumas pessoas são tristes, tem muita gente rindo à toa também! Faculdade! Estou no segundo ano com 24 anos, eu não acredito nisso!

Estou puto, griladíssimo, tinha inclusive escrito um post muito raivoso ontem, mas apaguei e ninguém viu. Na verdade eu tenho o rascunho salvo aqui. Tenho três rascunhos não publicados porque no final não gostei do resultado. Olha essa droga de lagarta!

imagem por markop

Exatamente, é só uma merda duma lagarta esquisita. Mundo esquisito esse... Ahhhhh!!!!!!!!! Boa noite a todos vocês! Eu tentei!

É necessário escrever. Mesmo que esteja sem palavras, pasmo, broxa, sem vontade, sem braço. Dizer que se está pasmo de indignação, desanimado por excesso de sabedoria, falar da depressão de todo guerreiro. É necessário ser mais do que se pode ser, ser tudo que se pode ser. É necessário se dar completamente para se fazer arte. É inadiável ultrapassar as barreiras. É necessário escrever, é necessário se matar por uma grande piada, é necessário ser a grande piada, a grande antítese. É necessário dizer o que precisa ser dito. É preciso que seja exato, que seja preciso, super preciso. É necessário, e nada mais é necessário. A única verdade, incontestável verdade. Deve se escrever, escrever a si, e deve se dizer tudo, é urgente reforçar, ser exato, não esquecer os detalhes, não deixar que te esqueçam. E é necessário dizer tudo aquilo que ninguém quer ouvir. Tudo aquilo que todos sabem e tudo aquilo que ninguém nunca imaginou. É um dever falar dos alienígenas escondidos, denunciar os becos onde eles moram, os óculos que eles usam, as suas barbas mal feitas, os seus vícios, seus lábios macios, suas pernas salientes, seus dedos viscosos, seus olhos rápidos, seus dentes quentes, e não esquecer se do desejo alienígena por sangue. É obrigatório mostrar o fedor da plebe, a ganância dos belos. É preciso ser sério e honesto. Falar de Deus, de sua falta, de sua completa e total falta no mundo, de sua exuberante, gigantesca e absurda não-presença. É essencial escrever, é indispensável dizer algo, indispensável ser torcido em palavras, chorar letras e suar poesia.

Um comentário:

leitora disse...

olhando essa lagarta ai, eu digo que o mundo é bão, Sebastião!