Desventuras insólitas e sei lá...

quinta-feira, maio 07, 2009

Constrangedor

Dizer, dizer, dizer... Acho que ninguém entendeu bem o que eu quis dizer com meu texto anterior. Acho que ninguém nunca entenderá, também eu nunca entenderei. O existir é assim, meio constrangedor. E daí vem a obrigação de ser um poeta constrangedor, é um trabalho de denúncia e de honestidade.

Viver está cada dia mais difícil. Aqui em casa não tem filtro, tenho bebido água da torneira. O chuveiro não funciona. O forno está estragado. O fogão também. A geladeira. O carro e o portão foram consertados anteontem. Minha cama faz barulho insuportável, tem o mofo do meu quarto. Tenho bebido muito, fumado um tanto, comido muito pouco, sentido muita preguiça e desanimo. Hoje é quinta. Tenho celular novamente. Preciso tirar o passaporte, não vai dar tempo. Mas o que me estressa de verdade são as dívidas e a velhice. Viver está cada dia mais difícil!

Quanto será que custa sair da vida com a consciência limpa? Quanto o diabo me pagaria pelos meus dois braços? Hoje é quinta, chegarei tarde em casa, hoje veremos policiais, confusão e sujeira, precisamos comprar cigarro, a vida é boa!

2 comentários:

Otten Ziul disse...

Maldito governo e seu imposto sobre o cigarro!

leitora disse...

ah, tenha dó... entre uma poesia e outra, vá pelo menos tentar consertar a porra do chuveiro!