Desventuras insólitas e sei lá...

sábado, junho 27, 2009

Mario Quintana

Simultaneidade
Mario Quintana

- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta.

quinta-feira, junho 25, 2009

Liberdade de Expressão

imagem por stryker66

A liberdade de expressão não pode ser ilimitada. Imagine alguém gritando por maldade no cinema: "Fogo! Fogo! Fogo!". Me parece um caso em que o discurso pró liberdade não é defesa suficiente. E outro caso, se por exemplo alguém ofender uma criança causando um trauma. Se uma pessoa grita fogo sem haver fogo ela não está defendendo uma opinião e nem está expondo uma arte, fazendo uma performance a uma platéia. Ele está conscientemente enganando por um prazer sádico, o intuito é o de causar desordem e este é o resultado natural, ele seria como um estelionatário que enganasse por prazer. Se um artista criasse uma obra que de tão fedorenta ou barulhenta incomodasse bastante a todos, isso fugiria do âmbito da comunicação e da liberdade de expressão, e se torna agressão física. Ofensas a menores de idade e pessoas com deficiência mental parecem ser casos especiais. Elas não são cidadãs completas (ixe! eu não deveria ter dito isso) e a suas fragilidades fazem com que elas devam ser ser tratadas com cuidados extras.

Essa impossibilidade de dar liberdade total à expressão me deixa muito encucado, visto que estou do outro lado, sempre defendo que é mais justo aumentar a liberdade de expressão. Não entendo, por exemplo, por quê apologia às drogas é crime. A defesa às drogas deveria ser protegida pelo governo, seja feita por um erudito articulado, seja por um músico de quinta categoria da cultura de rua. Assim como não consigo concordar com grande parte dos processos por danos morais. Se estou com raiva de alguém vou ofender essa pessoa, isso deveria fazer parte do meu direito a liberdade de expressão. Que valor tem uma argumentação quando a defesa contrária é proibida? Um adulto são e saudável processar por causa de palavrões e outras ofensas é ridículo. E ainda temos o mais estranho, o crime de racismo. A lei que resumidamente diz que posso chamar uma pessoa de filho da puta, mas não posso chama-la de preto, mesmo se ela for um preto desgraçado (risos).

Um dos primeiros posts desse blog foi um em que gozava Marcelo Camelo e sua namorada, se este blog tivesse grande visitação e eles me processassem eu facilmente perderia. Eu preciso de mais liberdade de expressão. Preciso para a minha arte, assim como os melhores críticos precisam. Que sentido há em eu ter o direito de dizer que a raça negra é bela e ser proibido de dizer que a raça negra é horrível, ter o direito de dizer que as drogas fazem mal a saúde e não poder dizer que elas são maravilhosas? Isso é censura à crítica negativa, e são leis de covardes, ressentidos, medrosos. O processo que Milton Ribeiro está levando da escritora de A Casa das Sete Bucetildes foi o que finalmente me fez escrever esse post, mas pensava em escreve lo a muito tempo, o Lindomar foi censurado no Recanto das Letras por chamar os mórmons de adoradores do diabo e não consigo ver crime nenhum no que ele fez ou no que o Milton fez.

Os relativistas do século XXI defendem que cada um é cada um e que devemos respeitar a todos, o que me parece de uma hipérbole de extremo mal gosto. Na verdade, idéias perversas e negativas devem ser perseguidas, aniquiladas, combatidas, mas o que não se pode é destruir o direito de elas serem idéias e não se pode proibir a defesa a estas idéias.

quarta-feira, junho 17, 2009

Aahhhhhhhhhh!!!!!!!!!

São 6:54, que frustração... Estou cheio de trabalhos, provas e pouca vontade. Ainda tenho que desenvolver uns sistemas para algumas empresas, sistemas grandes, e tem que ficar pronto em pouco tempo... Que tristeza... Blablablabla... Cara! Estou desanimado, desesperado, grilado, não estou me aguentando, ahhhhhhhhhhh!!!!!!!!! Porra! Ritalina, Ritalina, preciso de Ritalina, cadê a Ritalina? Amanhã tem prova. Preciso beber, preciso fumar, preciso me mandar daqui... Estou com fome, sede, irritado. Estou, sou, eu, eu, eu, eu...... Porra, não estou me aguentando. Aaaaaaaahhhhhhhhhh!!! Tenho que cascar o fora... Beatles é bom, eu gosto, porra! Porra! Não vou postar isso... Vou sim, não vou, vou, não vou......... !!!!!!!!!!!!!!!!! Procurei por "Aaaaahhhhhhhhhh" no google, ele perguntou se eu queria dizer "Aaaaahhhhhhhh". O mundo é muito grande, e estamos muito no futuro, não aguento tanto futuro... Preciso.. Preciso... Preciso de algo...

sábado, junho 13, 2009

Roma

imagem por gogohans

Perdoe o texto anterior, eu estava um pouco empolgado com o fato de existir. Ah! Existir! Quisera todos pudessem existir! Só quem nasce existe, os outros continuam anônimos fora do tempo e do espaço. Existir é triste, ruim, uma merda, mas às vezes empolga, sei muito bem. Então empolgamos e não nos importamos com o que pode acontecer com a nossa reputação e dizemos e somos tudo aquilo que no momento parece ser legal. É como viajar para a praia e entrar de roupa no mar, é como falar eu te amo, é como fumar crack e dançar tango com a sogra. Risos! Eu não resisto, preciso dizer algo assim. Tudo bem, este texto não será tão maluco quanto o anterior. Não que eu esteja prometendo, eu não sou de promessas. Estou só dizendo, e é verdade, eu nunca minto, pode confiar. A não ser quando estou escrevendo. Pode confiar na vida real, na literatura não, não sou confiável. Essas letras de computador podem saltar e cortar a sua jugular a qualquer momento. Não, eu estou brincando, elas não farão isso com você, eu sou bonzinho! Hahahaha! Maldição!

E Roma? E Roma... Ah, lembro me de Roma nesse momento...
Roma
Mozart foi italiano,
Beethoven era italiano
Foram todos italianos
Mas não da Itália
Foram todos romanos
Tudo de Roma
Monty Python é romano
Gmail é romano
Apesar de nem serem
Nada são
Pessoas são estrangeiros
Como Mozard e Beethoven
Mas são propriedade de Roma
Beatles são romanos
Filhos bastardos de Roma
Desconhecidos, póstumos
Romanos
Moeda, Roma
Tudo romano
Roma

sexta-feira, junho 12, 2009

Dança das Nuvens

imagem por docman

Tenho escrito cada vez mais sem ligar para a inspiração. Já estou, aliás, começando a duvidar que de fato essa tal de inspiração exista! Este texto por exemplo está sendo escrito sem ela... Estou sentindo a impressão que este texto não ficará bom. Contudo, com esforço, trabalho em equipe e dedicação podemos inverter esse quadro e transforma-lo, agora sim, em borboletas assassinas que saltam de galho em galho com aquele desajuste milimétrico que causa um efeito onírico. Sim, sim, sim, sim, sim! Vamos lá, deixa eu dar uma espreguiçada. Escrever é complicado, é preciso de ferramentas e de dominar certa tecnologia. Eu por exemplo, domino bastante o computador, ninguém troca entre abas e janelas como eu. Mas não sou confiante... Não, não, não, talvez, não sei.... Silêncio!!! Uma folha é carregada por um vento forte na noite, tipo naquele cenário do Mortal Kombat 3. Pequena alegria, levemente triste, tristeza e alegria podem ser fundidas em uma coisa só, fica um sentimento agridoce, delicioso, mas só para verdadeiros gourmets. Que interessante, o mundo anda complicado, folhas voando pela sala de jantar, com efeitos especiais. Sim, pus aquela vírgula propositalmente, para fazer um efeito, não sei explicar bem, tem que sentir a idéia, sala de jantar, com efeitos especiais. É como se eu tivesse lembrado que a sala tinha efeito especiais só depois concluir o que queria falar sobre a sala.

É preciso ser levemente emborcado para lado de dentro da alma, e sim ainda assim ser emborcado, levemente, para o lado de fora, e para todo canto, cada porão secreto, cada ninho de passarinho, cada folha vagante e sem consciência, cada cueca usada, pimenta apertada imprimida em folha de papel. Não ligo para o que ninguém pensa sobre eu me importar com a opinião dos outros, e nisso resume toda a minha, espere um pouco, vou ali pegar um copo d'agua, pronto, voltei, onde estávamos? Ah, não ligo para o que ninguém pensa sobre eu me importar com a opinião dos outros e nisso resume toda a minha alfândega. Meu coração tem uma alfândega. E quando alguém legal como você chega sem dar aviso, a responsabilidade, que mora no guichê, diz: cuidado, cuidado, cuidado, o banheiro fica na segunda a esquerda depois do sinaleiro que diz amarelo para todos, que assim como nós, não prestam muita atenção. Nenhum déjà-vu até agora, nenhum, duvidam? Se eu fosse vocês eu duvidaria, mas como eu sou eu, eu sei por um outro ângulo que não houve déjà-vu, e não haverá. Um, dois, três, esse texto foi feito para mim, e vocês, intrusos da minha intimidade sintam se em casa para admirar e me amar eternamente, mas sem por a mão. Porque eu não importo com o que eu penso de mim, digam o que quiser, eu simplesmente não me importo com o que eu penso de mim, o importante é o efeito estético. Tudo, cada gesto, cada transpirada neste texto sem inspiração, é tudo por um efeito estético. No final, eu tinha um ponto, esse texto queria dizer uma coisa, várias coisas, não subestime, sinta a brisa matutina, as letras, e o barulho da rua. A vida continua, fluida, paradoxal e a escrita vai, vai sendo, como quem sobe, desce, voa, pensa e, risos, que coisa boa! Vamos, vamos!

Mas não sou confiante...

O que você absorveu desse texto? Você, leitor, é um maluco!

quarta-feira, junho 10, 2009

Me Vou

Se criatividade madura se desce em arvore, desceria rolando escada a baixo até minha cabeça errante para sim fazer uma boa poesia, que seja perdida, que seja sem direção, trazendo luz a toda a sujeira do meu quarto. Risos, milhares, por que não? Nuvens dançam o tango dos deuses. A chave do meu coração está sobre a escrivaninha, se um ser mitológico pegar e levar para longe, serei triste e poeta para sempre, e nunca morrerei. Quem sabe? As arvores, as nuvens, a chuva lava as pedras, lava os assuntos, traz a gripe, e eu aqui, pronto para tentar, mais uma vez, poesias. Minha mão vai aos céus, trago uma estrela no meu bolso, caio flutuando entre solidão e pássaros, afundo na minha cama, não sei se devo, não sei se não, não. Não fui feito para namorar, Deus me fez diferente, solidão, não consigo mentir, só aqui, entre essas palavras e restos! Vamos ao rio, riar, escorrer, correr até a praia, e naufragar nas profundezas escuras da vida. Estrelas do mar, montar cavalos marinhos, canto das baleias! Um apartamento na Lua, muito o que pensar sozinho. Mas quero é Sol, aquele ponto gigantesco no topo do tudo, que ilumina, manda, queima e se vai. Noite, não, não é. Vou me para o Sol, agora sim, passarei alguns dias por entre as chamas malvadas, gargalhadas, passarei anos acordado. Que susto! Olhe o que tenho aqui, dentro desta caixa de sapato, é um fígado comido, um pouco de sangue, um pouco de vida, sou eu aqui, dentro desta caixa de sapato, olhe como se mexe! Nem parece que sou eu! Saudade, vou, vou, mas fico a todo segundo que passa. Por mais que eu vá, eu fico.

Lima

Depois de Machu Picchu voltamos de trem para Cusco, lá demos uma pequena volta. Uns meninos ficavam na frente dos bares (boates, sei lá) fazendo a publicidade, um falou que era pra a gente entrar no dele que lá tinha "meninas de Belo Horizonte para plantar a mandioca", outro perguntou se queríamos "maconha", "farinha de trigo", aparentemente eles sabem falar um pouco de português.

No outro dia fomos para Lima, em Lima arrumamos um hotel e acabamos indo almoçar em um restaurante chique. Morri de vergonha e medo, aqueles malditos conseguem farejar meu cheiro de comunista assim como eu farejo o cheiro deles de enxofre. Mais a noite comemos na rua das pizzarias, depois voltamos para o hotel. Lá conheci um cara do Equador que nos chamou para uma boate, fomos para a boate, foi legal. Cerveja cara! Blablabla!
No último dia passei mal por causa do tanto que bebi no dia anterior demos uma volta por Lima de carro, visitamos ruínas pré-incas, aparentemente uma cidade maior que Machu Picchu, comemos bem, fizemos compras. A noite fomos em um karaokê junto com umas meninas peruanas que conhecemos, depois minha mãe estava em uma boate gay e tivemos que ir para lá. Hum... É.... Na parede da boate estava escrito "vale tudo", automaticamente lembrei da música do Tim Maia: "vale tudo, vale o que vier, só não vale dançar homem com homem, nem mulher com mulher". Estou com saudades do Peru (que coisa complicada de se dizer no Brasil), espero voltar e que não demore muito e que eu tenha mais tempo para aproveitar da próxima vez.

segunda-feira, junho 08, 2009

Machu Picchu

Acho que estou melhor da gripe da minha gripe do porco!

Depois que chegamos no hotel no primeiro dia, saímos para a praça das armas. Em Cusco somos bastante assediados por vendedores de artesanato, os artesanatos são bem baratos, mas é preciso pechinchar, o preço oferecido inicialmente pode cair para um quarto com a pechincha. Comemos bem. Mais tarde minha mãe quis ir embora, nós a levamos e fomos dar uma uma volta, na verdade tomar uma cerveja em um barzinho perto do hotel. A cerveja no Peru é mais cara que no Brasil, lá nos bebemos uma tal de Cusqueña. Pedimos duas garrafas, no meio da segunda nós não estavamos conseguindo mais, tivemos que ir embora, o coração batendo forte, falta de ar, cansado, subir a pequena ladeira que nos levava ao hotel foi difícil.Dormi bem. No outro dia fomos para Machu Picchu. No caminho vimos montanhas gigantescas do trem, depois chegamos em uma cidadezinha de onde tivemos que pegar um ônibus para ir até o topo de uma montanha. Talvez imagens falem mais:

domingo, junho 07, 2009

Voltei


Acabei de chegar de viagem e agora é fato, eu vou morrer, peguei a gripe suína.

terça-feira, junho 02, 2009

Primeiro Dia no Peru

Hoje antes de amanhecer pegamos (eu, minha mãe e o Rafael) um avião para São Paulo, de São Paulo fomos para Lima - Peru, e agora estou em Cusco. Amanhã iremos para Machu Pitcchu. Cusco fica a três quilômetros e meio de altitude e assim o chá de coca ajuda a combater a falta e oxigênio. Viajar de avião é maravilhoso, gosto principalmente da decolagem e da aterrisagem, mas viajar de avião é terrível, pernas mal acomodadas, tempo que não passa, me deu uns gases estranhos, barulho horrível, pressão no ouvido. E o mundo visto por cima é maravilhoso!

No aeroporto os funcionários usavam aquele treco que médico usa para tampar a boca, eles detetizaram o avião conosco dentro, fizeram nos preencher vários formulários falando sobre nossa saúde, não entendi bem porque tem isso no Peru, algo não ficou claro para mim. A comida daqui parece ser legal, o refrigerante que é ruim, um tal de Inca. O dinheiro nosso é valorizado, arrumamos um hotel legal, com translado. Depois vou procurar umas fotos mais interessantes para postar aqui.Eu pensei que ficaria uma semana sem internet e depois quando voltaria de volta eu iria provar que eu não sou viciado nela, mas essa merda me persegue.