Desventuras insólitas e sei lá...

sexta-feira, junho 12, 2009

Dança das Nuvens

imagem por docman

Tenho escrito cada vez mais sem ligar para a inspiração. Já estou, aliás, começando a duvidar que de fato essa tal de inspiração exista! Este texto por exemplo está sendo escrito sem ela... Estou sentindo a impressão que este texto não ficará bom. Contudo, com esforço, trabalho em equipe e dedicação podemos inverter esse quadro e transforma-lo, agora sim, em borboletas assassinas que saltam de galho em galho com aquele desajuste milimétrico que causa um efeito onírico. Sim, sim, sim, sim, sim! Vamos lá, deixa eu dar uma espreguiçada. Escrever é complicado, é preciso de ferramentas e de dominar certa tecnologia. Eu por exemplo, domino bastante o computador, ninguém troca entre abas e janelas como eu. Mas não sou confiante... Não, não, não, talvez, não sei.... Silêncio!!! Uma folha é carregada por um vento forte na noite, tipo naquele cenário do Mortal Kombat 3. Pequena alegria, levemente triste, tristeza e alegria podem ser fundidas em uma coisa só, fica um sentimento agridoce, delicioso, mas só para verdadeiros gourmets. Que interessante, o mundo anda complicado, folhas voando pela sala de jantar, com efeitos especiais. Sim, pus aquela vírgula propositalmente, para fazer um efeito, não sei explicar bem, tem que sentir a idéia, sala de jantar, com efeitos especiais. É como se eu tivesse lembrado que a sala tinha efeito especiais só depois concluir o que queria falar sobre a sala.

É preciso ser levemente emborcado para lado de dentro da alma, e sim ainda assim ser emborcado, levemente, para o lado de fora, e para todo canto, cada porão secreto, cada ninho de passarinho, cada folha vagante e sem consciência, cada cueca usada, pimenta apertada imprimida em folha de papel. Não ligo para o que ninguém pensa sobre eu me importar com a opinião dos outros, e nisso resume toda a minha, espere um pouco, vou ali pegar um copo d'agua, pronto, voltei, onde estávamos? Ah, não ligo para o que ninguém pensa sobre eu me importar com a opinião dos outros e nisso resume toda a minha alfândega. Meu coração tem uma alfândega. E quando alguém legal como você chega sem dar aviso, a responsabilidade, que mora no guichê, diz: cuidado, cuidado, cuidado, o banheiro fica na segunda a esquerda depois do sinaleiro que diz amarelo para todos, que assim como nós, não prestam muita atenção. Nenhum déjà-vu até agora, nenhum, duvidam? Se eu fosse vocês eu duvidaria, mas como eu sou eu, eu sei por um outro ângulo que não houve déjà-vu, e não haverá. Um, dois, três, esse texto foi feito para mim, e vocês, intrusos da minha intimidade sintam se em casa para admirar e me amar eternamente, mas sem por a mão. Porque eu não importo com o que eu penso de mim, digam o que quiser, eu simplesmente não me importo com o que eu penso de mim, o importante é o efeito estético. Tudo, cada gesto, cada transpirada neste texto sem inspiração, é tudo por um efeito estético. No final, eu tinha um ponto, esse texto queria dizer uma coisa, várias coisas, não subestime, sinta a brisa matutina, as letras, e o barulho da rua. A vida continua, fluida, paradoxal e a escrita vai, vai sendo, como quem sobe, desce, voa, pensa e, risos, que coisa boa! Vamos, vamos!

Mas não sou confiante...

O que você absorveu desse texto? Você, leitor, é um maluco!

4 comentários:

Margoth Labé disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
thais disse...

eu vou viver pra assistir onde você vai parar. sendo intrusa que te olha com o capricho de não por a mão, vou esperar. vou esperar acabar e depois ir,
você nem vai notar.

leitora disse...

somos um bando de malucos-beleza, com certeza!

edin_in_in disse...

volte a tomar ritalina.