Desventuras insólitas e sei lá...

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Liberdade

É, parece que não consegui manter o fôlego neste blog. O ano está acabando, a década está acabando. Me parece que esta década foi a década da internet. E imagino que as redes sociais vão nas próximas décadas aumentar bastante suas influências em nossas vidas. O interessante será quando isso conseguir interferir na política e nas decisões do estado. Um governo baseado em internet. Os muros que aprisionam o homem vão sofrer transformações, o estado vai ser mais ligado ao povo, mais democrático em certo sentido, mas ainda estes muros serão muros mais fortes, mais resistentes, mais similares ao muro ideal intransponível.

Penso que liberdade é conhecer as opções que temos, e neste sentido "eu vejo a vida melhor no futuro". Liberdade é ver o contexto, o contexto não nos aprisiona. Por exemplo, não podemos voar, isso faz parte do contexto do ser humano, do contexto da nossa vida, e vendo isto claramente, isso deixa de ser um problema. Já a vida após a morte é uma idéia que nos aprisiona e faz a gente se sentir preso, pois não conseguimos ter certeza se vamos morrer de fato, somos obrigados a sonhar, e isso trás o sentimento de limitação, impotência e de não ter liberdade. Acho que esta forma de entender a liberdade é a forma do hedonismo. Mas às vezes desconfio que a verdade é o contrário, a liberdade é justamente o não conhecer, se você conhece bem o contexto você não pensa sobre ele, a mente é movida por enigmas. E conhecer bem o contexto te impede de errar, e sem erro não há responsabilidades, nem reflexões. Só há reflexões no desconhecido, e se há reflexões a respeito de tudo, é porque tudo é desconhecido em parte. E aquela metafísica maior, aquele deus único, a maior mentira, o maior absurdo é justamente o que move o homem e cria o homem. Onde eu estava? Ah, sim, conhecer o contexto te torna uma engrenagem sem propósito do universo, uma particula, te torna menos humano e menos livre. É justamente por a natureza e suas partículas não pensarem e não serem livres que a natureza sempre triunfa, ela vale por si só, ela sempre está certa e ela tem domínio total do contexto, mas não tem liberdade, não tem felicidade, não tem paz, não tem guerra. E o que seria mais humano, o civilizado ou o animal? ...

Mas claro, ainda há a possibilidade destes muros do futuro não serem tão fortes, e vir o deus do fogo e da morte de novo, como sempre, cientificamente dizendo, risos.

2 comentários:

Rafael Mendonça disse...

Creio que não entendi nada. Mas gostei.

leitora disse...

pois é.. sempre haverá aquela metafísica despudorada das nanopartículas da natureza enchendo o nosso saco, né não?? entendi tamém não! mas feliz natal assim mesmo! hehe