Desventuras insólitas e sei lá...

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Nota de Vinte

Imagem por snipmint
A vida é bastante estranha, bastante falsa, não sei, não restam dúvidas. Muito falsa, mais falsa do que nota de vinte, eu diria. As coisas parecem estar fora do lugar. Meu quarto é um exemplo, ele é totalmente confuso e bagunçado, para se ter uma idéia, ele está sem luz desde o final do ano passado e por isso uso uma lanterna, nunca sei bem onde deixei a lanterna, eu faço de tudo para não a perder, mas é difícil. As coisas costumam fugir, se esconder, uma vez roubaram um quadro daqui de casa, deve ter demorado um tempo para que percebessemos a falta do quadro, o quadro era feito de dinheiro. É estranho! Tenho 25 anos, moro em 2010, cidade pequena, não consigo dinheiro para comprar meu carro voador, fico navegando pela rede mundial de computadores. Eu diria que é uma época de tecnologia, descobertas, temos remédio para dormir, remédios para acordar, para se concentrar, para não ficar triste e muita bebida para passar o tempo livre com os amigos. Temos as telas de LCD, os comunicadores portáteis, mas confesso, o essencial é igual, as pessoas continuam a morrer e a acreditar em histórias malucas. A escola é algo bem estranho, quer dizer, obrigamos crianças a ouvir por vários anos pessoas designadas a ensinar coisas como o que é uma membrana plasmática, o que é uma molécula de cadeia aberta. No final não há uma boa justificativa lógica para quando se deve usar "s" e quando se deve usar "z". As pessoas andam bastante chateadas com o nazismo e com o calor dos últimos dias, eu não entendo para que tanta frustração com isto, temos este problema tão maior, a morte. Apesar de raras pessoas acreditarem que vamos morrer e que assim nossas vidas chegarão realmente em um fim, tudo indica que isto acontecerá com todos, não têm escapatória, nem adiantaria ficar pensando suicídio. É estranho, a vida é particularmente estranha, tenho que te dizer.

sábado, janeiro 16, 2010

Filmes

Filmes ensinam muito sobre a vida. Porque os filmes fazem sentido, mesmo quando falam sobre a falta de sentido do mundo, eles colocam a falta de sentido como algo plausível. E só com a vida sendo plausível, ela pode ser plausível. Não é coerente negar a razão e a lógica, negar a importância da coerência. E não se fala e muito menos se faz filmes sem sentido algum. Claro que não demonstra sentido a chuva, o vento, os sons, os atomos, e de certa forma, no final, é, quem queremos enganar?, não há sentido em nada.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Não Sei

Não sei o que aconteceu, o que eu falei, se eu morri.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Não é Real

A realidade não é real, disso não restam dúvidas, nenhuma. A realidade corta agente com faca, facas de faz de conta. Eu me pergunto, eu vou morrer? Eu sei a resposta, eu não vou morrer, sendo a realidade real ou não. A pergunta continua no ar, a resposta é mais rápida que a pergunta, eu não vou morrer. De onde vim? Eu nasci? A pergunta é lenta, muito lenta, a resposta é rápida, eu não vou morrer, eu sou, eu sou. O que sou? A pergunta é lenta, não há resposta, nenhuma, a realidade não é real, custe o que custar, não há escapatória, estou fadado à eternidade, eu não vou morrer. Perguntas no presente, esperança de respostas. A resposta é rápida, a resposta é real.