Desventuras insólitas e sei lá...

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Churrasco na Casa do Nada

Dia desses estava passeando pelo tão falado mundo mágico da imaginação quando de repente me deparo com o Nada. O Nada dava um churrasco e tomava cerveja com alguns amigos. Toquei a campanhia, ninguém apareceu. Liguei no celular da Guerra, a Guerra falou que ia abrir o portão para mim. Não era muita gente, a Morte tava lá, cuidava da churrasqueira e servia. Tinha muita carne, muita cerveja.

Senti que algo estava errado quando olhei para a Peste. Ela parecia cansada. Disse para ela que ela parecia cansada, ela me respondeu que tinha dormido só 2 horas a noite, que no dia anterior ela e o pessoal tinha tomado cerveja até 4 horas e cedo ela teve que trabalhar. A Peste não é tão assustadora quanto muitas pessoas pensam. Na verdade ela é bastante tranquila, o Nada também é tranquilo, se você for comparar. Casca grossa mesmo é a Morte. Se vocês acham que a Vida não é flor que se cheire, é porque vocês não conheceram a morte, a Morte te devora por inteiro, até não sobrar um ossinho. A Guerra também é de boa, às vezes faz uma brincadeira inconveniente, mas nada demais.

Fiquei encucado mesmo foi com o Nada! Perguntei o que ele fazia. Ele respondeu que tinha tirado um tempo para si. Perguntei que tipo de musica ele gostava. Ele falou que não escutava muita musica, mas podia se dizer que ele era eclético. Eclético? Como alguém pode dizer isto? Era muito estranho! Tudo bem, pensei, não tenho a ver com a vida do cara... Depois conversando com a Peste sobre o Nada que eu fui sacar, o cara é um idiota, burro, a cabeça dele é totalmente oca. Pode parecer coisa boba, mas isso mexeu comigo, eu nunca tinha tido esta visão dele. Acho que a maioria das pessoas não percebem isto também. É porque ele é caladão, não fala nunca, então as pessoas pensam que ele é uma espécie de deus do mal super poderoso e super inteligente.

A Vida passou por lá também, ficou um bom tempo, mas foi embora antes do resto. Ela é engraçada, bebe pra caralho, nunca vi daquele tanto! Chegou de boa, tomou um copão d'agua. Começou a tomar cerveja, depois umas caipirinhas e voltou para a cerveja, então começou a falar bobagem, ria alto. Ficou alugando uma menina, ela tinha uns 18, 19 anos, gatíssima. A menina não tava afim dele, mas achava graça. Uma hora ele pede licença para ir no banheiro. Vai no banheiro e agente lá de fora começa a ouvir o barulho. O cara tava vomitando. Agente morria de rir. Passou um tempinho, ele saiu, abriu uma cerveja e se serviu como se nada tivesse acontecido. Cara engraçado, só que ele não te deixa em paz um minuto, muitas vezes ele é chato, dai as pessoas pensam coisas horríveis dele. Grande parte é verdade, mas tem uma boa parte que não é também.

No outro dia acordei com uma ressaca desgraçada. Minha cabeça parecia que ia explodir. Tomei banho, bebi agua, remédio, e liguei para a Guerra. Perguntei quem era a menina que estava conversando com a Vida. Ele não quis dizer, falou que ela era uma destas coisas da Vida, bela e passageira. Acho que ele estava me escondendo algo. Tudo bem! Nunca se pode saber de tudo. Outro dia vou perguntar para a Guerra se ela tem o telefone do Nunca ou do Tudo, acho que seria interessante tomar uma com eles. Que povo doido! Acho que vou para o bar da tia agora, falou!

Um comentário:

Victor disse...

Pô me chama pro proximo churrasco desses cara ae, tomar uma com a morte
^^