Desventuras insólitas e sei lá...

segunda-feira, abril 05, 2010

Mundo Mágico da Imaginação

E de repente percebi uma estranheza, senti uma estranheza no mundo. Algo estava mais errado do que de costume. Era como um sonho. Olhei para o lado e o dono do bar dizia, "você precisa ver os preços no super mercado. Homem de verdade não quer dizer que não sabe economizar. Na verdade economizar é másculo." Bebi um gole de cerveja, ela desceu absurdamente gelada, estava deliciosa. Eu disse: "Esta cerveja está deliciosa, não está?". "É sim. Mas a minha está muito quente!" Sem entender perguntei: "Sério? A minha está bem geladinhoza!" Ele: "Sério, tá quente demais, eu nunca vi uma cerveja tão quente na minha vida.". Olhei para a cerveja e ela começou a evaporar. Ouvi um riso desesperado. Era o dono do bar. Ele estava batendo nas minhas costas e dizendo: "Você é um cara legal. A cerveja tem que ser gelada pra caralho para ficar bom mesmo."

O dono do bar usava um sombreiro. E a estranhaza apareceu. Percebi de vez. Aquilo era um mundo estranho, maluco. Perguntei para o dono do bar: "O que este mundo tem? Ele é maluco!". Ele respondeu: "Sim, é um mundo muito maluco, tudo começou com a invasão. Você deve lembrar, era tempo de plantar couve! O rei mandou prender todo mundo e ninguém nunca mais foi o mesmo. E o mesmo nunca mais foi outro, nem o outro foi alguém." Eu: "Mas por que este mundo é estranho e maluco?" Ele: "O mundo é louco porque o rei mandou prender todos os magos e então os loucos ficaram malucos e se rebelaram por causa da indiferença real. "

Acordei suado! Olhei para o lado e havia um coelho gigante. Entendi que estava sonhando e que talvez nunca mais acordaria. Fiquei com muito medo. O quarto era escuro e o coelho mexia o bigode. Ele foi chegando perto de mim. Começou a me cheirar. Eu estava com muito medo. Me deu uma mordida arrancando fora o meu braço. Segurei a dor e não gritei. Chovia muito e não sabia para onde ir. Tentei abrir a porta. A chave não funcionava. Era impossível. Em agonia tentava acordar, acordar, acordar. Gritei: "Magooooo!!!!" Apareceu um mago com uma longa barba branca, seu rosto era muito parecido com o do dono do bar, mas eu nem reparei. O Mago bateu muito no coelho. Jogou o coelho em um prédio, depois arrancou a cabeça dele fora.

"Mago, este mundo é estranho! Eu quero voltar para casa!" O mago riu sem remorso! "Este mundo é louco e estranho, mas você sempre viveu nele e ele é o único mundo que existe." Eu: "Você jura? Me ajuda a ser feliz!" "Ninguém pode te ajudar, você é muito esperto e inteligente." "Eu sei. Eu consigo sentir agora!" Então voei para dentro do vulcão onde eu costumava brincar quando era criança. Meus amigos estavam lá. Um me deu uma cerveja e voltou a dançar. Fiquei bastante alegre e pensei: "Este mundo ainda está estranho. O velho mago me enganou!" Os passarinhos cantavam Macarena e todo mundo dançava feliz. Tinha um casal de amigos meus que estavam muito bêbados. Eu beijei a garota. O cara disse: "Cara, você pode voar! Eu vi com os meus olhos que a terra um dia há de comer." "Sim, você viu! Mas não conte para ninguém, a Interpol pode querer me matar!"

Esqueci o estranhamento e voltei para a vida anormal e maluca, estranha. Não tente entender ao pé da letra. Pois você pode acabar com danos no cérebro nervoso da cabeça ligado ao celeste. Não há um bom final para este texto. Eu sinto muito. Tenho que muito que fazer, a conjuntura política atual me traz muitas preocupações. A vida é assim. Vocês sabem. Eu não preciso explicar, a coisa fala por si própria.

6 comentários:

Rafael disse...

A cerveja realmente é muito legal! E esse mundo é muito parecido com a realidade... O Sushi, dono do bar, coelho e o Mago.
Sinto muito.

leitora disse...

pequena e inesperada crise de riso... adoro!

Felipe dos Santos Brum disse...

RAPAZ, você tem futuro, eu disse futuro

Thais Correia disse...

você me deixa meio cega.

Thais Correia disse...

muda essa letra pra cinza, leo.

Anônimo disse...

imaginar é sempre uma corrente que me traz à tona a superfície de tudo - corresponde paradoxalmente o mesmo inverso - do que está em verso. sonho e realidade. o coelho, "alice", mistura a literatura contemporânea em que tudo está intimamente ligado ou absurdamente ligado a uma coisa a outra coisa e assim sucessivamente. uma costura assimétrica de sensações. mas uma visão pessimista do mundo. eu tento em meus novos livros escrever algo (esperançoso?)mais (feliz?, não sei).Felicidade não é regra, tampouco exceção. bjs . josette L.