Desventuras insólitas e sei lá...

sexta-feira, abril 23, 2010

O Caso Carlos

Quando disse que a vida é uma fruta sem caroço que dá no Brooklyn criei grande rebuliço no meio intelectual. Meio que é saliente e descreditíssio, como sempre defendi. Por que descreditíssio? Ora, quando vemos algo que nos chama atenção, mas contra a maré se estende até a sua víncula mais profunda as crianças iriam rir. Claro! E se quando as pessoas viajassem com os filhos, que também são crianças, nas férias escolares de meio de ano todos começassem a chorar e competir para ver quem é o mais “único”? Quando me encontrei pela primeira vez dialogando com o meio intelectual fui obrigado a admitir, ali não se escovam dentes de cavalos, mas parece que Carlos não entendeu. Era uma perseverança medíocre.

A atenção nunca foi satisfatória em um consultório médico onde eu me tratava, mas continuava a ir sem medo, pois eu sabia que a vida tinha os seus subprodutos, coisa que muitos parecem negar em compreender. Rá! Se Carlos tivesse algo para me dizer que de alguma forma lhe “embrulhasse o estômago sem permitir a caneta estourar” eu precisaria ouvir. Carlos sempre foi uma pessoa que de bom grado ia à escola e que de bom grado a todos era querida e creditada como jovem, no sentido floriano da coisa. Chorei ao saber do desprezo pela Medina judaica de Minas Gerais, minhas mãos tremeram e fui obrigado a lhe enviar uma carta. Contudo depois de tanto tempo vejo que ainda sou recovoado em discordes sem o mínimo cabimento.

Admito penosamente, naquela escola a escolha era se comprometer e por isso digo ao “meio intelectual”: cansei! Cansei e acho que o mais justo seria que me deixassem em paz e que não venham até a minha casa com tochas e odor de enxofre, se me permitem a figura de linguagem. Estas pessoas a quem não nego insumos tem os corações ricos de sangue. E de sangue as suas quixotescas palavras são feitas e boas pessoas não deveriam acolher gente deste tipo em suas casas sem prévia autorização de um “sacerdote”. Rá! Será que já seria a hora de escovar os dentes dos cavalos e comer caviar de faca e colher? Claro que não! “Fodam-se!”

Um comentário:

Rafael disse...

Muito massa. Além do meu raciocínio... rsrsrs