Desventuras insólitas e sei lá...

sábado, novembro 20, 2010

Quando o Mundo Chega aos Olhos

Quando o mundo chega pronto aos olhos
Quando a vida chega pronta à mente
É como um filme passando em uma grande tela esticada
Com aparelhagem de som de altíssima qualidade
Se bate uma brisa ou um vento forte
Sinto na alma
Se visto uma roupa ou até carrego uma mochila
Sinto o fardo
O peso da materialidade da roupa
Então olho em volta e vejo gente
De braços e pernas como eu
Me imitam e pedem para imita-las
Elas mostram felicidade e desespero como se
Houvesse dentro delas algo de mim
Algo que anseio e busco em seus olhos
Mas sempre tão afoitas fogem para outro lugar
E me deixam sozinho
Às vezes eu sonho e viajo
Sou morto novamente
E crio com mais liberdade
Acordado não sei quem cria tudo isso
Se é Deus
Se sou eu
Ou se é um nada oco como os olhos do demônio
Não digo que é bom, nem que é ruim
Sei que é fascinante o quanto tudo parece real e
O quanto tudo talvez seja real
Mesmo com o sofrimento, a limitação dos poderes,
A monotonia do trabalho obrigatório e a morte a espera
Sei que é impressionante
A forma como o tudo que talvez nada seja se entorta se torce e se arranja
Em um universo gigante e este coração que pulsa