Desventuras insólitas e sei lá...

quinta-feira, junho 16, 2011

Sentimentos

Às vezes eu olho para as abas do Chrome e choro.
Um aperto no peito, os olhos se molham e a minha alma desaba.
E aquele ódio ao Google e sua hegemonia sobre a vida e a civilização
Que me atormentam todos os dias
Não conseguem me fazer são
Simplesmente choro
Talvez seja mesmo uma arte de arquitetura divina o Chrome
Me emociono como se tivesse acabado de ver comédia romântica boba
Pois mesmo este fumante boêmio e maldito sente
E talvez é por isto mesmo
Por não gostar de nada e
Pouco me identificar com o resto do mundo
Quando vejo idiotice de suprema bobeira e apelo emocional trapaceiro
Não me segure e chore fragilizado
Mas por que será?
Que penso em casar com tantas bundas?
E me apaixone assim por desconhecidas passageiras
O sorriso da garçonete, a dança da gordinha, a raiva da patricinha
Quero em frente a todos declarar meu amor eterno
Não amo mais quem fica do que quem passa
Pois sei que se quem passa ficasse seria um temporal

3 comentários:

leitora disse...

Estilo Allen!
UMA DELÍCIA!

José Lindomar Cabral disse...

KKKKKKKKKKKKKKK!!!!

Sensacional... Só você mesmo,
meu deprimido (e, paradoxalmente,
anti-depressivo) amigo, para escrever algo assim tão ímpar, provocativo, excitante e reprodutor... Vou sair daqui, metaforicamente falando, com o bucho por acolá, já emprenhado por esses versos bem-dotados pra caralho, ou seja, versos grandes, grossos, duros e, ainda por cima, farpados...rsrss... Você está escrevendo cada vez melhor...Valeu!!!...

Mara Soares disse...

rsrsrsr...Casar com bundas...rsrsr...isso é o que eu chamo de ironia!