Desventuras insólitas e sei lá...

domingo, outubro 15, 2017

Signos

Normalmente espero de um humorista que ele seja cético. E olhando para Monty Python e caras como Rick Gervais, Gorge Carlin, Woody Allen me parece que quanto mais ateu melhor.

Só conheço Andy Kayfman pelo filme com o Jim Carrey, mas ele me pareceu ter sido um artista incrível. Fico confuso com o fim da vida dele ao ver que no fim da vida desesperado pela doença ele tenha caído em golpes realizados por pessoas que se alegavam médiuns capazes de cura-lo.

Nos atores e artistas do teatro em geral que conheço tenho visto grandes paixões por signos do zodíaco. O que é muito estranho e me dói ver. Aceito mais fácil o apego por religiões orientas. Porque é possível meditar e aderir aos exercícios físicos orientais sem ter que aceitar as superstições que caminham juntas e a maior parte do tempo me parecia que era isso que acontecia.

Sobre signos me lembro de um dia em especial que ocorreu um fato interessante. Uma pessoa alegando que se a lua muda a maré os planetas podem também ter alguma influencia na personalidade das pessoas de acordo com o dia em que elas nascem. Aliás acho que já vi argumento similar várias vezes durante minha vida. Bem... Ele não está totalmente errado pela afirmação por si só. Por mais absurdo que a crença real nisso possa ser isso pode ser o começo da formulação de hipótese para explicar um fenômeno. O problema está na busca em explicar um fenômeno que não há evidencia de que aconteça. Ou seja, não há nada de cientifico aí. Na verdade é uma caricatura do que seria científico. A ciência não é derivada do materialismo, o materialismo é consequência da ciência e não o princípio dela. O importante é se chegar a verdades testáveis, repetíveis e se chegar a uma interpretação que não seja pessoal, mas algo que qualquer um concordaria se medisse por si só e tentasse compreender por si só. Ou seja, uma ciência que validasse os signos deveria começar por medições e estatísticas que comprovassem a ligação estre as personalidades esperadas e as encontradas nas pessoas. Uma analise que cruze os signos e os comportamentos das pessoas. Melhor ainda seria verificar estes cruzamentos acontecendo em pessoas que não são apegadas aos signos e mal sabem que o que cada signo é.

Ah... cansei...

Por que estou falando disso? Estou irritado. Boa noite!
Duas coisas que aprendi serem muito importantes no teatro e no ofício do ator. Primeiro: desmistificar o teatro. Tornar o teatro literal, concreto e real. Segunda coisa: alinhar os chacras.

segunda-feira, agosto 14, 2017

Tanta ambição e tanto tempo pela frente. Impaciente meu corpo pergunta: e aí? Comer e ficar ao computador ou arder em hábitos nobres? Drogas não me apetecem mais. E uma fogueira forte no meu peito clama minha atenção e me cansa, e me angustia. O que fazer? O que me diverte? Estou mais alegre do que sempre e ao mesmo tempo sinto essa vontade de chorar. A depressão deixa saudade. Desejo de berrar até meu peito abrir e as ondas dor mar deitarem todos os edifícios. Enquanto estou acordado um monstro dentro de mim dorme e eu sinto o seu pesadelo. Como um alto espírito a meditar transportado para um vasto mundo escuro assisto o pulsar do existir berrando: Vá para o mundo! Vá para o mundo! Se gaste, até o fim! Mas é tanta energia para se gastar que... Não sinto vergonha mais. Sinto que sou fraco, comparado ao quanto sou forte. Estou atravessando o longo deserto. "Calma, ainda te darei a prova do que eu digo" eu falo para mim mesmo... Seja lá o que... Pois bem...

sábado, maio 27, 2017

O post anterior é de setembro. Muito tempo fiquei sem escrever e parece que estou no mesmo astral. É preciso... não sei. Viver não é preciso... Viver não é preciso... Viver não é preciso... Como um delírio, uma doença de Fernando Pessoa. A frase se repete em um eco profundo... O que ele quis dizer com isso? Era simplesmente o outro preciso? E a frase continuou e continuou e parece que ela é mais forte que qualquer poeta. Um vírus, um meme maldito, um organismo abstrato caminhando pelos séculos. Viver não é preciso... Não falo sobre a morte. O que é a morte? Pior que morrer é não navegar... Não sei navegar... Ninguém sabe, acho que é disso se trata. Os marinheiros são loucos que se atrevem a desafiar Poseidon. E de mais longe os resquícios de um espírito velho repete "Navigare necesse, vivere non est necesse."... A brisa pelas ruas da noite fala. O reverberar das paredes do meu crânio oco em silêncio repete. Em uma caminhada longa e segura eles vêm até mim. Em uma grande procissão. A frase caminha. Sussurrada por espíritos. Navegar é preciso, viver não é preciso. Não aceitarei este destino... Estou possuído de uma antiga estética... Ao olha-la de frente no espelho me espanto com seus olhos vivos, uma atitude forte e de vigor juvenil, uma sabedoria de avô a brincar com o neto... Que efeito bom é este do gênio em meu corpo. Como senti falta disso. Te amo, gênio! Sinta se em casa em minha mente. Tive uma boa medida de experiências, vi muitas coisas e pouco a pouco estou aprendendo a respeitar. Seja bem vindo. É um grande orgulho te encontrar novamente.