Desventuras insólitas e sei lá...

segunda-feira, agosto 14, 2017

Tanta ambição e tanto tempo pela frente. Impaciente meu corpo pergunta: e aí? Comer e ficar ao computador ou arder em hábitos nobres? Drogas não me apetecem mais. E uma fogueira forte no meu peito clama minha atenção e me cansa, e me angustia. O que fazer? O que me diverte? Estou mais alegre do que sempre e ao mesmo tempo sinto essa vontade de chorar. A depressão deixa saudade. Desejo de berrar até meu peito abrir e as ondas dor mar deitarem todos os edifícios. Enquanto estou acordado um monstro dentro de mim dorme e eu sinto o seu pesadelo. Como um alto espírito a meditar transportado para um vasto mundo escuro assisto o pulsar do existir berrando: Vá para o mundo! Vá para o mundo! Se gaste, até o fim! Mas é tanta energia para se gastar que... Não sinto vergonha mais. Sinto que sou fraco, comparado ao quanto sou forte. Estou atravessando o longo deserto. "Calma, ainda te darei a prova do que eu digo" eu falo para mim mesmo... Seja lá o que... Pois bem...

sábado, maio 27, 2017

O post anterior é de setembro. Muito tempo fiquei sem escrever e parece que estou no mesmo astral. É preciso... não sei. Viver não é preciso... Viver não é preciso... Viver não é preciso... Como um delírio, uma doença de Fernando Pessoa. A frase se repete em um eco profundo... O que ele quis dizer com isso? Era simplesmente o outro preciso? E a frase continuou e continuou e parece que ela é mais forte que qualquer poeta. Um vírus, um meme maldito, um organismo abstrato caminhando pelos séculos. Viver não é preciso... Não falo sobre a morte. O que é a morte? Pior que morrer é não navegar... Não sei navegar... Ninguém sabe, acho que é disso se trata. Os marinheiros são loucos que se atrevem a desafiar Poseidon. E de mais longe os resquícios de um espírito velho repete "Navigare necesse, vivere non est necesse."... A brisa pelas ruas da noite fala. O reverberar das paredes do meu crânio oco em silêncio repete. Em uma caminhada longa e segura eles vêm até mim. Em uma grande procissão. A frase caminha. Sussurrada por espíritos. Navegar é preciso, viver não é preciso. Não aceitarei este destino... Estou possuído de uma antiga estética... Ao olha-la de frente no espelho me espanto com seus olhos vivos, uma atitude forte e de vigor juvenil, uma sabedoria de avô a brincar com o neto... Que efeito bom é este do gênio em meu corpo. Como senti falta disso. Te amo, gênio! Sinta se em casa em minha mente. Tive uma boa medida de experiências, vi muitas coisas e pouco a pouco estou aprendendo a respeitar. Seja bem vindo. É um grande orgulho te encontrar novamente.