Desventuras insólitas e sei lá...

sábado, maio 27, 2017

O post anterior é de setembro. Muito tempo fiquei sem escrever e parece que estou no mesmo astral. É preciso... não sei. Viver não é preciso... Viver não é preciso... Viver não é preciso... Como um delírio, uma doença de Fernando Pessoa. A frase se repete em um eco profundo... O que ele quis dizer com isso? Era simplesmente o outro preciso? E a frase continuou e continuou e parece que ela é mais forte que qualquer poeta. Um vírus, um meme maldito, um organismo abstrato caminhando pelos séculos. Viver não é preciso... Não falo sobre a morte. O que é a morte? Pior que morrer é não navegar... Não sei navegar... Ninguém sabe, acho que é disso se trata. Os marinheiros são loucos que se atrevem a desafiar Poseidon. E de mais longe os resquícios de um espírito velho repete "Navigare necesse, vivere non est necesse."... A brisa pelas ruas da noite fala. O reverberar das paredes do meu crânio oco em silêncio repete. Em uma caminhada longa e segura eles vêm até mim. Em uma grande procissão. A frase caminha. Sussurrada por espíritos. Navegar é preciso, viver não é preciso. Não aceitarei este destino... Estou possuído de uma antiga estética... Ao olha-la de frente no espelho me espanto com seus olhos vivos, uma atitude forte e de vigor juvenil, uma sabedoria de avô a brincar com o neto... Que efeito bom é este do gênio em meu corpo. Como senti falta disso. Te amo, gênio! Sinta se em casa em minha mente. Tive uma boa medida de experiências, vi muitas coisas e pouco a pouco estou aprendendo a respeitar. Seja bem vindo. É um grande orgulho te encontrar novamente.